Colecionador publica tese sobre HQs Disney

O jornalista e professor deComunicação Roberto Elísio dos Santos, de 39 anos, reúne emsua casa uma das maiores coleções de revistas Disney do Brasil.Num amplo armário, estão devidamente organizados 7.800quadrinhos somente com histórias de Mickey, Pateta, Donald, TioPatinhas e outros personagens dessa turma. "Acho que faltamumas seis revistas para eu completar minha coleção", gaba-se.Mais do que um fã de Disney, Roberto é um fã de HQs. Reuniutambém 7.200 exemplares de outros gêneros, incluindo humor,clássico, underground e os hoje populares mangás.Ele iniciou a coleção ainda menino. Quando tinha 3 anos, os paisjá compravam quadrinhos do Recruta Zero, Pato Donald,Fantasma, Luluzinha e tantos outros. Sua mãe usava HQspara alfabetizá-lo. "Entrei na escola com 6 anos e já sabialer." Sua paixão pela Disney não chegou a ultrapassar oslimites dos quadrinhos. Produtos de consumo com a marca nuncachamaram sua atenção. "Logo que Walt Disney morreu, pensei queas tirinhas acabariam, mas percebi que elas eram feitas porpessoas diferentes."Esses autores anônimos foram tema central da tese de doutoradoque Roberto Elísio dos Santos defendeu na Universidade de SãoPaulo (USP) e deu origem ao livro Para Reler os QuadrinhosDisney (versão condensada da tese), lançado pelas EdiçõesPaulinas. A obra traça um panorama de 1930 até 2001. Para ocolecionador, não se pode ignorar a importância dessescolaboradores na perpetuação dos personagens. "Cada um emprestaum traçado particular nas narrativas. Os enredos também sãodiferentes", explica."Os artistas colocam elementos da cultura de seu país nastiras." A única exigência feita pela Disney, segundo ele, é quefossem preservadas as características originais dos personagens.Entre esses "anônimos", destacaram-se o italiano Romano Scarpae o brasileiro Jorge Cato.

Agencia Estado,

15 de maio de 2002 | 15h52

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