Coleção tem histórias mirabolantes

As mirabolantes histórias querodeiam os livros da coleção Carpe Diem, da GeraçãoEditorial, despertam atenção para seu conteúdo. É o caso, porexemplo, de Marçal Aquino, autor de O Invasor. Incomodadocom as cenas de suspense do filme Violência Gratuita, doaustríaco Michael Haneke, ele decidiu escrever o que consideraum "policial puro-sangue". Era o esboço da história do matadorde aluguel que é contratado por dois engenheiros para assassinaro sócio majoritário na construtora onde trabalham. Mesmo com oserviço realizado, o matador não abandona os mandantes,tornando-se uma presença ameaçadora. "Eu tinha escrito um terço do livro quando mostrei oesboço para o Beto Brant", conta Aquino, referindo-se aocineasta que filmara duas obras com roteiros assinados por ele,Os Matadores e Ação entre Amigos. "Ele ficou tãoentusiasmado que eu abandonei a escrita do romance para começara trabalhar no roteiro." Se o esforço resultou naquele que já éconsiderado o melhor filme de Brant, por outro lado desanimouAquino a continuar na história. "Perdeu a graça, pois já sabiao final", contou ele que, mesmo assim, terminou o trabalho. Já o livro Seqüestro Sangrento, de Hosmany Ramos,promete repercutir, pois ele misturou personagens fictícios comreais, promovendo até uma miscelânea nos nomes, como uma tal deSarah Abraganel. "O que me intriga é saber como ele conseguiu,de dentro da prisão, saber tanto sobre os bastidores doCongresso para contar histórias dos poderosos", comenta oeditor Luiz Fernando Emediato. Pouca ou nenhuma revelação sobre seus segredos promete oinglês Andy McNabb, autor de Controle Remoto. Trata-se, naverdade, do pseudônimo de um ex-agente do Serviço Britânico deInformações que se aposentou e se tornou escritor. Seu textoversa sobre ações militares na Irlanda, no Oriente Médio e emvárias regiões do mundo. McNabb aceitou vir a São Paulo para aBienal do Livro, em maio, mas impôs condições. "Ele não admiteser fotografado ou filmado com luz completa, para não seridentificado", conta o editor. "Só depois de sua avaliação éque ele vai liberar o material." Nas poucas fotos que permitiudivulgação, McNabb aparece na penumbra, vestindo uma máscara quepermite ver parcialmente apenas seus olhos. Também o norueguês Erik Solberg, autor de O DossiêColombiano, evita publicidade. "Ele só fala por intermédio dopai, seu porta-voz", conta Emediato.

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