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Coleção masculina da Dolce & Gabbana divide-se entre o excêntrico e o esportivo

Pijamas de seda, blazers com brasões e jaquetas de pele compuseram o desfile de Alta Sartoria da grife em Milão

Maria Rita Alonso, ESPECIAL PARA O ESTADO

05 de fevereiro de 2016 | 07h00

A elegância dos anos 20, Fred Astaire, o charme vintage dos jogadores de tênis e de golf do início do século XX... O caldeirão de inspiração de Dolce & Gabbana para o desfile masculino de Alta Sartoria, apresentado no último sábado, em Milão, foi bem eclético. E permitiu à dupla de estilistas, que comanda a casa de moda, há 30 anos, exercitar várias facetas. Primeiro a que está voltada ao homem alinhado, penteadinho, barbeado. Para esse, a ideia foi oferecer robes e pijamas de seda, ternos justinhos e brasões bordados em paletós de lã e de cashmere. É difícil pensar em um homem comum usando isso, mas a ideia é justamente oferecer roupas sob medida para homens que não querem parecer comuns - xeiques árabes, craques de futebol, celebridades multimilionárias e empresários ricos de variadas estirpes fazem parte da clientela.

Uma linha mais jovem e mais interessante trouxe looks esportivos, que misturam tecidos e texturas em jaquetas, pólos e tricôs casuais e elegantes. Ousados e polêmicos na mesma medida, os casacões enormes de pele faziam alusão ao modelo usado pelos estudantes ricos das grandes universidades americanas nos anos 20. Óculos de grau redondos completavam o visual nostálgico, que tomou conta da passarela armada no QG da marca, um prédio histórico no comércio de ouro de Milão. "Nosso cliente compra imediatamente após o show. Ele está sempre em movimento, joga tênis, joga golf e gosta da forma com que nós criamos roupas diferentes e renovamos os clássicos”, diz o estilista Domenico Dolce.

Por clássicos renovados entenda smokings de paetês, uma roupa de equitação confeccionada em alfaiaria precisa e sapatos que imitam chinelos de quarto. O bloco da imaginação solta em um território tão rigoroso e pragmático quanto o guarda-roupa masculino parece bastante excêntrico. E é. "Eu gosto de sonhar. Moda é para sonhar”, diz Dolce. Acompanhando a sequência de homens de beleza grega e corpo atlético na passarela (foram mais de setenta looks), vestidos como se estivessem em uma noite de gala, um baile de carnaval, um domingo em um clube de elite ou uma suite seis estrelas, dá para concordar com ele.

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