Coleção de André Lima dialoga com o sagrado

André Lima propôs em sua coleção de verão 2005, de certa forma, um contato muito interessante com o sagrado, seja o que está presente no candomblé brasileiro ou na filosofia dos samurais japoneses. Esse contato dá-se pela cultura, pelos costumes, pela música, pelas vestimentas e, sobretudo, pela natureza. Com seu olhar de estilista fashion, ele aproximou o corpo feminino das mais incríveis texturas e estampas, que se remetiam a esse universo natural e sagrado. Sim, o tecido, a matéria-prima, é o destaque de sua coleção. Salta aos olhos a riqueza de cores e possibilidades. Com ele, Lima criou vestidos longos, kimonos modernos, vestidos-mantos curtos superleves e femininos. Uma moda da exuberância. Entre essas texturas, o chanel de seda pura estampado, produzido pela tecelagem Saliba, e uma viscose torcida com elastano. A estamparia, da marca Magenta, desenvolveu uma criação baseada em conchas. E ele não se esqueceu de usar os outros motes inspirados no candomblé (na orixá Iansã, por exemplo), como as flores e os búzios. Tudo com muita delicadeza. O amarelo, o laranja, o caramelo, o verde e o goiaba ganharam ressonância em todas suas peças, compondo um mix sem igual de estamparias. Conceitualmente, tudo muito bem amarrado, inclusive as peças em linho, que completavam o jogo de cena da busca pelo sagrado, pois, para atingir o belo, é necessário equilíbrio. E ele conseguiu. Veja Galeria

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