Cohn-Bendit, do vermelho ao verde

Em 1968, aos 22 anos de idade, com seu poder de seduzir pela produção de idéias flamejantes nas barricadas estudantis de Paris e pela postura iconoclasta em relação às instituições, o franco-alemão Daniel Cohn-Bendit, "Dany le Rouge", revolucionou a França.Hoje, aos 54 anos, menos explosivo no seu discurso dentro ou fora do Parlamento Europeu, onde é deputado pelo Partido Verde Francês (depois de um primeiro mandato sob a legenda dos "verdes" alemães), mas com a mesma vivacidade de linguagem, a mesma malícia faiscante no olhar, o gosto intacto da sedução e o senso irresistível da provocação, ele deseja revolucionar as esquerdas européias. E ficará bem mais recompensado ainda se seu ideário se propagar pelo mundo afora, inclusive no Brasil, onde ele lastima que o PT, por exemplo, ainda não tenha incorporado em seu programa a dimensão ecológica necessária, permanecendo uma "força de esquerda tradicional, corporativista, impermeável às redefinições ideológicas" em curso e motivadas pela falência do comunismo.O ideário de Cohn-Bendit, que, pelo engajamento ecológico, tem agora outro nome de guerra, "Dany le Vert", está contido no manifesto por ele lançado recentemente na Europa, propondo a constituição da Terceira Esquerda Verde (TGV). Nas suas versões italianas, espanholas e outras, o texto sofreu adaptações para refletir os particularismos nacionais. Essa mesma adaptação para o Brasil, "Dany" gostaria também de fazê-la com seus amigos verdes daqui, entre os quais destaca Alfredo Sirkis e Fernando Gabeira. "No país da Amazônia por excelência, a ecologia política precisa inscrever-se de maneira permanente na paisagem institucional, até porque, pelo que sei, os brasileiros estão cada vez mais sensíveis à causa ambiental", afirma. Mesmo se adota o conceito de Terceira Esquerda Verde, ele proclama que os objetivos desta ultrapassam os horizontes do movimento ecológico para situar-se no terreno amplo da política. Ao mesmo tempo, a TGV constituirá uma base para a busca de alternativas visando a construção de um sistema econômico e político fundado na ética, nas exigências da solidaridade e nos princípios da regulação, a fim de que sejam satisfeitos os anseios de proteção social. Concretamente, a Terceira Esquerda Verde esposa sem complexos a doutrina liberal, como assinala seu principal ideólogo: "Um projeto de esquerda não pode mais ser construído em oposição ao mercado; este tem que ser assumido. Toda a questão está na maneira de reformar o sistema para torná-lo aceitável, introduzindo nele as regulações necessárias, mas que não estimulem os conformismos sociais ou entravem a livre iniciativa, a criação de novas atividades." O "esvaziamento ideológico" da primeira e da segunda esquerda nos combates políticos das últimas duas décadas e os conseqüentes ensinamentos tirados de tais experiências, explicam, conforme Cohn-Bendit, o projeto da terceira esquerda. No seu entender, a primeira esquerda, que sacralizava a intervenção do Estado, foi aniquilada, de um lado, pela arrancada triunfal do mercado na esteira da nova revolução industrial engendrada pelas novas tecnologias da informação, e, de outro lado, pelo recuo do Estado. Por sua vez, ele acrescenta, "mais descentralizadora, menos estatista, suscitando o confronto entre o Estado e o mercado e privilegiando os atores sociais para a mudar a sociedade, a segunda esquerda - demasiado keynesiana num mundo que já não o é mais - se viu anulada pela erosão dos movimentos sociais e pela vitória do invidualismo". A terceira esquerda visa, pois, a superar em definitivo as crispações e intransigências em relação ao mercado, sem receio de se apresentar no cenário político como baluarte do reformismo. Indagado, o ideólogo da TGV lamenta negar que suas sucessivas referências, no manifesto, "à mestiçagem de culturas" tenham sido inspiradas pelo "modelo brasileiro", tal como supuseram alguns analistas. Ele declara: "O Brasil não chega a oferecer um modelo de mestiçagem social e cultural na acepção autêntica, exata do termo, porque, se ele não pratica propriamente um tipo de racismo, com certeza favorece um ostracismo evidente do negro e do índio, para não falar do mestiço, na sociedade. Basta ver a posição de ambos lá embaixo na pirâmide social, nas estatísticas sobre a distribuição da renda nacional e na representação política do País, representação esmagadoramente formada pelos brancos." Pelo manifesto, a terceira esquerda vai defrontar-se com "os quatro desafios" postos, segundo o autor, à democracia no século 21, a saber: a reabilitação do longo prazo na política; a introdução de uma visão ternária da política, pela integração nela "do contrato ecológico"; a adoção de uma democracia dos indivíduos; e a implantação uma sociedade plural. Nesta entrevista, Daniel Cohn-Bendit explica o sentido de sua proposta à luz desses quatro desafios.O que visa ao propor a reabilitação do longo prazo na política?A ecologia política, significada no projeto da terceira esquerda pela expressão "verde", colocou no centro de suas preocupações a idéia do desenvolvimento sustentável, o que pressupõe uma relação nova, distinta com o tempo. Explico-me: no confronto tradicional entre o liberalismo puro e a esquerda sempre intervieram dois tempos. O primeiro é o tempo rápido da eficácia econômica, compreendendo o retorno do investimento e suas conseqüências, particularmente as menos aceitáveis e que ensejam o chamado "horror econômico". O segundo tempo é o tempo longo do projeto de construção da sociedade, que nega ao mercado qualquer função nas mutações da mesma sociedade. Pois o fato novo é que, entre esses dois tempos, a ecologia política fez emergir uma dimensão fundamental da civilização: a dimensão do impacto a longo prazo das atividades humanas. No que isso dá na prática?Na prática, isso significa a tomada de consciência de que o lixo nuclear continuará sendo perigoso por muitos e muitos milênios, de que o tipo de alimentação fornecida hoje ao gado de corte, por exemplo, poderá ter conseqüências para nossa saúde dentro de 40 anos. Esta responsabilidade em relação ao tempo, à duração das coisas, dos estados ou situações, dos efeitos. etc, estará no centro dos debates dos homens neste século 21. O que poderá resultar de concreto de tais debates?Veremos, sem dúvida, entre outros coisas, a evolução, na prática, do conceito de precaução, essencial, engendrado pela ecologia política. A esquerda tradicional já o adotou, mas ainda não se deu bem conta do potencial que ele encerra, capaz de provocar autêntica revolução cultural. A esquerda tradicional tenderá a reduzi-lo à simples idéia de um prazo: o prazo necessário para se aceitar passivamente as evoluções mal controladas. Numa sociedade de riscos, em que a aliança da ciência e do mercado agrava a cada dia a insegurança, caberá, pois, à Terceira Esquerda Verde a iniciativa de fazer evoluir a lógica da produtividade na economia de mercado, a fim de que esta seja ordenada e estruturada segundo o conceito de precaução e responsabilidade. Desse modo, contestamos a rentabilidade do mercado como o único critério da eficácia econômica e social. A visão ternária da política serve para quê?Vejamos primeiro em que contexto se situa a utilidade dessa visão ternária, partindo da verificação de que as velhas oposições - o Estado contra o mercado, a liberdade individual contra o vínculo social - já não mais funcionam. Cabe-nos inventar, encontrar a fórmula pela qual o mercado continue a satisfazer as necessidades individuais sem produzir as desigualdades excludentes e sem invadir tudo. Nos domínios da cultura, educação e saúde, seu papel deve ser limitado, se não anulado. Ao mesmo tempo, ao estabelecer-se o conjunto de mecanismos de controle da política sobre a economia, é preciso que tenhamos a coragem de aceitar o fato de que o Estado não pode tudo e sobretudo não deve poder tudo. Assim, nossa concepção reformista visa a repensar a ação social na sua globalidade. É por isso que não devemos deixar com o patronato a idéia de um novo contrato social. Contrato que, justamente, deve ultrapassar a idéia clássica do social para revestir a forma - com seu denso conteúdo - de contrato ambiental. Com este, assumiremos nossas responsabilidades em relação ao meio ambiente, ao futuro, e estaremos conferindo à política a visão ternária que lhe falta. É preciso ver que as verdadeiras questões da atualidade tornaram obsoleta a visão binária clássica da política. Por que preconiza a democracia dos indivíduos?É muito corrente, sobretudo à esquerda, a denúncia da expansão do individualismo, sinônimo de todas as formas de egoísmo e retraimento. Creio, contudo, que as coisas são um pouco mais complicadas e não se deve jogar o indivíduo e suas aspirações à liberdade com a água do banho dos excessos individualistas. Irei me bater sempre contra a apropriação da vida de cada um pela sociedade. Cada indivíduo deve ter o direito de viver, trabalhar, etc, segundo critérios que atendam essa personalização das escolhas. Entretanto, pela maneira como a sociedade está organizada hoje, tal personalização não é possível. E quando existe, a autonomia individual acaba virando um fardo. Para que as escolhas se imponham e se convertam em direitos, é necessário que as formas de representação política atuais evoluam da democracia parlamentar clássica - à qual a esquerda tradicional é tão arraigada - para a democracia participativa praticada pelos "verdes". Outras formas de mediação mais consentâneas com as novas condições de vida e de trabalho devem aparecer; é preciso inventar mecanismos institucionais para que a democracia dos indivíduos se construa e assegure a cada um o direito de ser o máximo possível mestre de seu próprio destino. Como justifica o quarto desafio para a terceira esquerda - o de viabilizar o advento de um sociedade plural?As sociedades são cada vez menos homogêneas social e culturalmente, apesar da uniformização dos estilos de vida. As correntes migratórias estão dando às sociedades européias, por exemplo, um caráter cada vez mais plural. Esta pluralidade ou diversidade, os indivíduos não querem vivê-la unicamente no espaço privado. Eles desejam vê-la reconhecida pela sociedade, sem que isso implique a ruptura da coesão social. Os migrantes se identificarão melhor com um espaço nacional e europeu se forem reconhecidos em suas identidades. É preciso, pois, acabar com as concepções universalistas abstratas, que não correspondam mais à cultura de nossas sociedades. Estamos às voltas com uma cultura nova, fundada nas mestiçagens pela literatura, pelo cinema, pela música, pela gastronomia, pelos costumes, etc. A terceira esquerda deseja, portanto, emancipar a esquerda tradicional da fobia do pluralismo, não apenas porque tal fobia está a contracorrente da evolução das sociedades como também porque ela contribui para o agravamento das desigualdades e para a desafeição dos jovens pela política. O manifesto pela Terceira Esquerda Verde foi criticado por setores da esquerda e da direita, acusado de ser "liberal" e de fazer a "exaltação do reformismo". O que é certo nisso? O certo é que me considero um liberal-libertário. Agora, ao rejeitar a economia marxista planificada tradicional - um fracasso total - e ao adotar o princípio da economia de mercado, não significa que concordo com todas as práticas correntes do capitalismo. Assim, meu liberalismo não tem nada a ver com o ofensiva desreguladora neoliberal que se abate sobre o mundo. Em suma, estou sempre do lado dos fracos, não aceito o trabalho das crianças, as diferenças salariais entre homens e mulheres, a exclusão social, o uso predatório dos recursos naturais... Quanto ao "reformismo", não me sinto absolutamente atingido pelo estigma que a esquerda marxista tradicional lançou sobre esse termo. A partir do momento em que aceitamos a economia de mercado, coloca-se o problema de sua adaptação às diferentes sociedades. Daí minha reflexão política baseada num reformismo ecológico-social, ligada à tradição libertária que é, efetivamente, não-estatista. Os libertários sempre aceitaram o mercado e e por isso que eles nunca deixaram de ser atacados como pequenos burgueses pelos marxistas. A acusação de ser um liberal-libertário não me atinge. Ao contrário, eu mesmo a reivindico. Os tabus ideológicos ainda estão resistindo à queda do muro de Berlim?Estou pouco ligando para os tabus, mas verifico, consternado, que eles ainda sobreviveram à queda do muro e explicam em certa medida a incapacidade da esquerda tradicional de dialogar de maneira aberta e pragmática com a direita e o patronato. Se a coragem de dizer não é essencial no engajamento político, a postura da recusa me parece estéril e arcaica. Sou pelo risco do compromisso. É preciso escutar, de modo geral, os representantes dos mais diversos horizontes políticos, quando se trata de empreender ações concretas e de defender causas como a proteção do meio ambiente, a urgência das iniciativas humanitárias, a defesa dos direitos do homem. Para mim, a imagem emblemática desse novo estado de espírito será, imorredouramente, aquela da reconciliação de Sartre e Aron em torno da defesa dos boat people vietnamitas em 78, 79. O marxismo poderá ainda servir de base para nova utopia social neste novo século?O marxismo enquanto utopia de uma nova sociedade acabou. C´est fini! Ele subsistirá, todavia, no século 21, como uma das referências da filosofia política entre outras. Como reage ao fato de que os comunistas continuam vendo você de um mau olho?E daí? Para mim, o comunismo foi sempre absolutamente nefasto como totalitarismo. Pessoalmente, não creio na renovação do comunismo. Espero que um dia eles demonstrem o contrário. No mais, aqui na França, os comunistas fazem parte, como os "verdes", da esquerda plural que apóia o governo de Lionel Jospin. Não chegamos a constituir uma família. A esquerda plural é apenas uma composição política que realiza a gestão democrática do poder, no respeito das diferenças entre as suas diversas tendências. Com as redefinições ideológicas suscitadas pela queda do comunismo, o que diferenciaria hoje a direita da esquerda?Em princípio, eu diria que a direita é mais neoliberal enquanto a esquerda é mais solidária. Mas quando a gente observa a coisa a fundo, na sua substância, verifica que a esquerda integrou a lógica e o dinamismo da economia de mercado assim como parte ponderável da direita incorporou e defende o princípio da proteção social. Por vezes, a diferença entre esquerda e direita não são assim tão nítidas quanto pretendem os atores das duas partes... A que atribui o crescimento da direita na Áustria, Suíça e Itália?As sociedades que produzem as necessidades democráticas de liberdade, solidariedade, individualidade, produzem igualmente seus efeitos perversos, como o anseio de autoritarismo, que as forças de extrema direita tratam de captar. Agora, no caso da Áustria, o mais agudo, acho apenas que os austríacos têm o direito de se dotar de um governo qualquer, mesmo se este não me agrada. Enfim, creio que a Europa só se habilitará a gerir este gênero de problema no dia em que adotar uma Constituição própria, tal como acaba de propor num belo discurso em Berlim o presidente francês Jacques Chirac. Mas qual seria, para Daniel Cohn-Bendit, o sentido político preciso da palavra liberal?O sentido, talvez não tão preciso assim, é formado por um misto de filosofias políticas alemãs e anglo-saxãs diretamente ligadas às concepções de Hannah Arendt e à sua reflexão sobre o totalitarismo. O liberalismo - acho importante que o termo não tenha sido confiscado pela linguagem econômica - é, de início, a segurança de que as instituições democráticas funcionarão, de que elas jamais baixarão a guarda diante da autoridade cega da ideologia nem diante da potência totalitária. O processo de globalizacão econômica lhe inspira que tipo de análise?A globalização está aí, existe, não adianta deblaterar contra. O que importa é saber como regulá-la, civilizá-la, para que ela fique apenas a serviço dos ricos, mas que seja eqüitativa, possa favorecer o desenvolvimento dos países emergentes e a redução da pobreza no mundo. O que me parece inadmissível é a conjugação de uma globalização não pensada com o aumento das desigualdades na distribuição da renda nacional e internacional, como o demonstram as últimas estatísticas do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Contudo, o que estou dizendo aqui e agora Adam Smith já o dizia no século 19! Mesmo de um ponto de vista estritamente econômico, o liberalismo nunca foi o laissez-faire do mercado! As férias remuneradas não são outra coisa que uma regulação do mercado pelas lutas sociais. Aos capitalistas jamais ocorreria a idéia de instaurar as férias remuneradas. Sou francamente a favor desse tipo de intervenção política. Porém, para tanto, é preciso reconhecer que o mercado existe e que tudo se organiza dentro dessa esfera. Diria ainda que o mercado não é feito para produzir a igualdade e, sim, para liberar energias e permitir o investimento na expansão econômica. É ao Estado que incumbe o papel de fixar os parâmetros de eqüidade, igualdade ante as possibilidades e resultados oferecidos pelo mercado. É favorável ao principio da flexibilidade em matéria de emprego?Na França, flexibilidade é sinônimo de terrorismo patronal. Não é bem assim. Uma flexibilidade negociada, controlada, a exemplo da que vem sendo posta em prática na Itália, pode ser benéfica tanto para os assalariados quanto para as empresas. Ela garante uma certa autonomia ao trabalhador, permite que este escolha e organize mais harmoniosamente seu modo de vida. Agora, sou visceralmente contra a flexibilidade preconizada por Tony Blair, pois afeta, compromete a proteção social. Hoje, quando se refere ao lider camponês José Bové e ao seu combate contra a globalização, a mídia costuma fazer o paralelo entre ele e o "Dany le Rouge" de Maio de 68. O que os aproxima e o que os separa?A primeira diferença é que José Bové realiza hoje, aos 54 anos de idade, num outro registro das lutas políticas e sociais, o que eu fiz aos 22 anos de idade. No mais, não concordo com todas as suas proposições sobre a globalização, mas reconheço que ele contribui para o avanço da reflexão sobre o problema da regulação. O que nos separa ainda, sem que isso implique necessariamente um antagonismo, é que Bové situa sua mobilização, seu combate naquela parte da sociedade civil extra-institucional, ou seja, que não se reconhece nas instituições políticas tradicionais. Não há dúvida, a democracia política precisa também de movimentos como esses que se articulam em torno de Bové, sem prejuízo das ações e dos combates que possam ser empreendidos na mesma direção no quadro da democracia parlamentar onde me situo hoje. Dizem que há mais folclore e gozação no "modus faciendi" de Bové do que no seu. Concorda?Não vejo diferença. Fui sempre muito criticado pelo lado "Grand Guignol" (palhaçada) de meus combates de juventude. Penso que a ligeireza de Bové é salutar, muito positiva - ela rompe, contrasta com o aspecto rococó, "démodé", dos políticos tradicionais. Continuo convencido de que o riso é uma arma eficaz em política e sempre que posso eu a utilizo... Na esteira da globalização, o direito de ingerência não irá se afirmar?Sem dúvida, no processo de globalização que vivemos, a soberania nacional se verá contrabalançada por uma soberania ética que ultrapassará as fronteiras da nação. Esta soberania ética deverá definir o direito de ingerência. No quadro da globalização, que não será apenas econômica, os problemas políticos ganharão outra dimensão, pois os espaços nacionais se verão cada vez mais reduzidos. O que está faltando aos governantes de hoje?Audácia e imaginação diante da urgência. A urgência é a emoção. Creio que, hoje, em geral, os governantes negligenciam a urgência e a emoção e temem a imaginação que conduz às mudanças. Daí a ramerrão dos desequilíbrios, instabilidades e estatísticas apavorantes do PNUD.

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