Cobra e a experiência dos artistas do norte

O nome do grupo CoBrA vem das iniciais das cidades dos artistas que o integraram na rápida experiência do movimento artístico entre 1949 e 1951: Copenhagen, Bruxelas e Amsterdã. "A ideia deles era reunir criadores do norte da Europa no pós-Guerra", diz o curador Valère Bertrand. Grupo com raízes na arte popular nórdica, no expressionismo e no surrealismo, foi formado por Pierre Alechinsky, Karel Appel, Constant, Corneille, Asger Jorn e Carl-Henning Pedersen, entre outros artistas.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2010 | 00h00

Como já definiu a historiadora de arte belga Catherine de Braekeleer, há nas criações do CoBrA uma "nostalgia da infância, arte livre, espontânea, lírica e cromática". Bertrand desconsidera veemente que as obras do grupo fossem abstratas. Na verdade, aqueles criadores queriam deixar aflorar o inconsciente em suas obras.

A primeira exposição internacional de arte experimental do CoBrA ocorreu em 1949 no museu Stedelijk de Amsterdã, na Holanda. Pierre Alechinsky, de Bruxelas, já havia aderido ao movimento antes dessa mostra, aos 22 anos, participando de exposição na Galerie du Séminaire des Arts na cidade belga. Foi ele o encarregado de organizar a segunda e última exposição internacional do CoBrA em 1951, no Palais des Beaux-Arts de Liège.

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