Coachella é aqui

Do caos de 2010 à lama de 2011, o SWU vingou. Cerca de 180 mil foram a Paulínia

O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2011 | 03h06

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O organizador do festival, Eduardo Fischer, diz que os agentes gringos já o procuram avidamente para garantir a presença de suas bandas na agenda brasileira. "Já me disseram que somos o Coachella da América do Sul", brincou. Comparações à parte, o fato é que o SWU se afirmou como a grande parada do rock no País, com a edição 2012 confirmada.

Cerca de 180 mil espectadores convergiram para a pacata Paulínia, num descampado árido. O lendário roqueiro canadense Neil Young disse que só viu três pássaros a caminho de Campinas, o que mostra sua perspicácia. O prefeito promete, para o ano que vem, plantar ao menos umas 12 mil árvores ali.

O baixo número de contratempos - menos de mil atendimentos médicos, pouco mais de 200 ocorrências policiais leves, sem registro de acidentes nas estradas, sem brigas violentas - foi comemorado pelos organizadores. Há ofertas para que o SWU migre para o exterior, de países como o Qatar.

Não foram registradas as filas nos banheiros e os serviços melhoraram em relação ao ano passado, em Itu, na Fazenda Maeda. Do caos à lama, como diria o Chico Science. Fischer disse que buscará mudar as datas do fórum de sustentabilidade para que o evento não "brigue" com as atrações musicais. O publicitário evitou criticar a concorrência, mas não se segurou o tempo todo. "Tem festival que tem 200 mil m² e quer botar 100 mil pessoas. É até perigoso, a gente não quer isso". Referia-se, obviamente, ao outro gigante do rock no País, o Rock in Rio. Sim, o rock no Brasil já tem uma agenda. E competição.

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