Clint intimista e o Texas com o seu excesso

O Natal de Eloise

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 02h13

16 H NA GLOBO

(Eloise At Christmas Time). EUA, 2003. Direção de Kevin Lima, com

Julie Andrews, Sofia Vassilieva,

Kenneth Welsh, Rick Roberts, Gavin Creel, Sarah Topham.

Eloise é uma menina que mora com sua governanta num hotel de luxo de Nova York. Casamenteira, ela tenta aproximar Julie Andrews de um funcionário da casa, por ela apaixonado, mas Julie está prestes a cair nas garras de sujeito de caráter duvidoso. O carisma da eterna noviça rebelde e a habilidade do diretor - e coreógrafo -Kevin Lima rendem um espetáculo no mínimo simpático. No mesmo ano, diretor e elenco fizeram Eloise no Plaza, para TV. Reprise, colorido, 100 min.

Interlúdio de Amor

22 H NA CULTURA

(Breezy). EUA, 1973. Direção de

Clint Eastwood, com William Holden, Kay Lenz, Roger C. Carmel.

O Clube do Filme resgata um trabalho do começo da carreira de Clint como diretor, e o primeiro em que ele não atua. William Holden faz o velho solitário que se envolve com garota hippie com idade para ser sua filha (sua neta?). Na carreira de Clint por trás das câmeras, este filme antecipa o clima intimista de As Pontes de Madison, mas com uma característica. O drama romântico com Clint e Meryl Streep era sobre pessoas maduras e privilegiava a paisagem. Aqui, há a diferença de idade e a casa de vidro, que expõe tudo (não apenas os sentimentos) que Holden tenta secretar. Reprise, colorido, 102 min.

Homem Até o Fim

23 H NA REDE BRASIL

(The Kentuckian). EUA, 1955. Direção e interpretação de Burt Lancaster, com Diana Lynn, Dianne Foster,

Walter Matthau, John McIntire, John Carradine.

Ator de Luchino Visconti, Richard Brooks, John Frankenheimer, Alexander Mackendrick, etc., Burt Lancaster foi um grande intérprete e também um produtor hábil, mas como diretor foi um tanto decepcionante. Este filme, o primeiro que dirigiu, ainda tem certo charme. É um western rousseauniano que se passa na era anterior aos pistoleiros. O próprio Lancaster faz lenhador do Kentucky que, no começo do século 19, parte para o Texas com o filho e o cachorro. No caminho, enfrenta muitos perigos. Lancaster codirigiu, anos depois, o thriller O Homem da Meia-Noite, com Roland Kibbee, e aquele, sim, foi um desastre. Aqui, a época, a paisagem, o elenco - foi a estreia de Matthau - ajudam. Reprise, colorido, 105 min.

Parceiros no Crime

2h55 NA BAND

(Partners). EUA, 1999. Direção de

Joey Travolta, com Casper Van Dien, David Paymer, Vanessa Angel, Jennifer Lewis, Seiko Matsuda.

Casper Van Dien, o recruta de Tropas Estelares, tem o queixo quadrado do lendário Chuck Connors - O Homem do Rifle -, o que confere dureza ao seu rosto e faz dele um ator potencialmente interessante para filmes de ação. Na trama de Joey Travolta, irmão de John, ele rouba códigos secretos para vender aos concorrentes. Com isso, ganha fortunas, mas a situação se complica quando é alvo de chantagem, a polícia entra em cena e até a mulher do chantagista resolve tirar proveito (sexual) do herói. Reprise, colorido, 82 min.

TV Paga

Assim Caminha a Humanidade

14 H NO TCM

(Giant). EUA, 1956. Direção de George Stevens, com Elizabeth Taylor, Rock Hudson, James Dean, Carroll Baker, Chill Wills, Mercedes McCambridge, Dennis Hooper, Sal Mineo.

Um triângulo amoroso que atravessa décadas e gerações, compondo um painel épico sobre a formação do Texas. O ricaço Jordan Benedict casa-se com a aristocrática Leslie, que também desperta o desejo do pobretão Jet Rink. A descoberta do petróleo enriquece a todos, e a sociedade agrária toma novos rumos. Tudo é grandioso, do tamanho do Texas, neste filme que ganhou o Oscar de direção, o segundo da carreira de Stevens, após o de Um Lugar ao Sol, em 1951. Stevens, com fama de perfeccionista, criou com esses filmes - e Os Brutos Também Amam/Shane, como intermediário - uma espécie de trilogia sobre a vida norte-americana. É um filme no qual os problemas de tempo e espaço são resolvidos genialmente, criando cenas inesquecíveis. A casa, Reata, as interpretações - foi o último filme de James Dean -, a briga a socos do desfecho, tudo contribui para a aura (e para a fama de clássico). Mesmo dublado, como a emissora costuma apresentar no horário, é um programa que vale (re)ver. Reprise, colorido, 202 min.

Deu a Louca no Mundo

19H10 NO TELECINE CULT

(It's a Mad, Mad, Mad, Mad World). EUA, 1963. Direção de Stanley

Kramer, com Spencer Tracy, Eddie Adams, Milton Berle, Ethel Merman, Sid Caesar, Dorothy Provine, Dick Shawn, Phil Silvers.

Kramer era um diretor que os críticos amavam odiar, mas desde a época de produtor ele sempre foi um combatente do sonho americano. A teoria de Darwin em O Vento Será Sua Herança, o nazismo em Julgamento em Nuremberg, o racismo em Adivinhe Quem Vem para Jantar?. Entre todos esses grandes 'temas', Kramer fez a supercomédia sobre um bando de desajustados que buscam tesouro em Los Angeles. Humor pastelão, todo tipo de excessos, não é para todos os gostos, mas dá para rir. Reprise, colorido, 154 min.

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