Claudete Troiano em "fritura" na Record

A cotação da apresentadora Claudete Troiano, da Record, anda meio baixa no mercado de televisão desde a última semana. Dizendo-se pressionada a promover um telebarraco no Note e Anote, ao denunciar casos ditos "mentirosos" veiculados no programa rival Canal Aberto, de João Kléber, na RedeTV!, a apresentadora acabou trocando farpas com a cúpula da emissora. "Sou contratada da Record. Tenho uma multa de milhões por causa da minha saída da Gazeta. Agora você me diz: o que posso fazer?", disse a apresentadora na semana passada. Nos bastidores, comenta-se que a postura de Claudete desagradou a direção da Record, onde ela já teria entrado em um processo de "fritura". A Gazeta, a ex-emissora de Claudete, ataca abertamente. "Não gostei da declaração de que ela estaria se sentindo obrigada a apresentar algo que não concorda por causa da multa que tem com a gente. Ela não nos deve milhões", diz Sérgio Felipe dos Santos, superintendente-geral da Fundação Cásper Líbero, que controla as finanças da TV Gazeta. Segundo o executivo, ao sair da emissora, há um ano e oito meses, Claudete teria sim que arcar com uma multa de R$ 1,3 milhão. "Mas no início do ano, o advogado dela veio negociar com a gente. Propôs um abatimento na multa. Acertamos seis parcelas mensais de R$ 50 mil, totalizando R$ 300 mil. No dia seguinte, porém, o advogado dela retirou a proposta. E o caso segue na Justiça", diz Santos. "Pois é, Claudete está nos dando um tremendo calote", completa o executivo. Santos segue pesado com as queixas contra a apresentadora: "Claudete esteve na casa durante 20 anos. E nos avisou numa sexta, às vésperas de um programa especial, por telefone, que estava rescindindo contrato e não viria mais segunda-feira. Uma atitude nada profissional, sem a menor consideração. Se ela está sendo fritada na Record, é uma justiça divina."

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