Por que acha que São Paulo nunca foi um lugar marcado pelas cenas de cinema?

Entrevista com

22 de março de 2013 | 02h12

Na verdade, São Paulo é uma cidade muito filmada. O cinema brasileiro produziu cenas memoráveis aqui. Podemos voltar no tempo até 1929 e encontrar material lindo em filmes como Fragmentos da Vida e São Paulo, Sinfonia da Metrópole. Diretores como Walter Hugo Khouri, Luís Sérgio Person e Hector Babenco, entre outros, realizaram grandes filmes na cidade. Os filmes brasileiros consagrados no exterior, no entanto, não costumavam ser os de natureza urbana, e talvez isso explique, junto com o fato de que muitos filmes foram mal preservados e são pouco exibidos, a ausência de um grande número de cenas célebres no repertório do público. Ainda assim, quem viu filmes como São Paulo S.A., de Person, ou O Bandido da Luz Vermelha, de Sganzerla, fica com as imagens para sempre. / J.M.

O que a leva a filmar nas ruas de SP? Qual é o magnetismo que vê na cidade?

A riqueza do recorte. Qualquer recorte que se faça na cidade é precioso. Todos os bairros têm identidade própria, dinâmica específica, estética diferenciada. Estou filmando na Vila Madalena, bairro em que nasci e cresci. Estava com pressa de filmar logo, porque o bairro está se desfigurando, perdendo as características básicas que me fizeram querer filmar lá.

Quando você percebe uma rua da Vila Madalena começando a se parecer com uma rua de Moema ou do Itaim, é porque a cidade está se perdendo.

Quais são, entre os filmes

clássicos ambientados em SP, aqueles que têm as cenas mais bonitas em áreas ao ar livre?

São Paulo S/A, do Luís Sergio Person, entre os clássicos, e Não Por Acaso, do Philippe

Barcinski, entre os

contemporâneos. / J.M.

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