Clássicos em preto e branco

Sonhadora

UBIRATAN BRASIL, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2012 | 03h10

15H40 NA GLOBO

(Dreamer). EUA, 2005. Direção de John Gatins, com Kurt Russell, Dakota Fanning, Kris Kristofferson, Freddy Rodriguez, Luis Guzman, Elisabeth Shue.

Treinador de cavalos de corrida e sua filha se juntam para salvar a vida de um animal a tempo de ele participar de um importante campeonato. Como revela o título original, trata-se de uma história inspirada em um fato real: a trajetória da égua Mariah, potranca promissora que quebrou a canela em 1993, mas, recuperada, venceu algumas corridas de classificação. Um tema, portanto, propício para a matinê. Bom programa. Reprise, colorido, 105 min.

Janela Indiscreta

22 H NA CULTURA

(Rear Window). EUA, 1954. Direção

de Alfred Hitchcock, com James

Stewart, Grace Kelly, Thelma Ritter, Raymond Burr.

Ninguém duvida que Alfred Hitchcock é um dos gênios incontestáveis do cinema. Já a escolha de seu melhor filme é que divide opiniões: Um Corpo Que Cai? Psicose? Os Pássaros? Ou Janela Indiscreta, que a Cultura exibe hoje? Eis um forte concorrente. A história do fotógrafo que, por conta de uma perna engessada, é obrigado a passar o dia admirando os vizinhos pela janela e, com isso, descobre um assassino, tornou-se símbolo da arte cinematográfica. Ou seja, pelas lentes de sua câmera, o personagem de James Stewart representa o próprio espectador. Para outros, como o crítico Ismail Xavier, a metáfora é para o teatro. Segundo ele, Stewart representa o público; o pátio entre os prédios sugere o fosso do teatro; e os moradores dos apartamentos, como não notam a vigilância, são como atores interpretando no palco. Um filme para se ver sempre, ainda que com uma dublagem terrível. Reprise, colorido, 113 min.

A Grande Virada de Danny

23 H NA REDE BRASIL

(Danny Deck Chair). EUA, 2003.

Direção de Jeff Balsmeyer, com

Miranda Otto, Rhys Ifan.

Motorista de caminhão, após briga com namorada, decola em direção aos céus, em uma cadeira do jardim amarrada em centenas de balões cheios de hélio. Uma violenta tempestade o deixa sem mapa e muda seu curso. O assunto domina a imprensa de sua antiga cidade, ocupada em falar sobre seu desaparecimento. Enquanto isso, ele descobre o verdadeiro amor. A trama lembra muito uma das melhores animações recentes da Pixar, Up - Altas Aventuras, sobre um velhinho que quer compensar a morte da mulher atrelando a casa a diversos balões. Mesmo assim, o filme da Rede Brasil é agradável. Reprise, colorido, 100 minutos.

O Último Que Sair Fecha a

Porta

0H30 NA TV BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Carolina

Fernandes e Lessandro Sócrates.

Documentário sobre a emigração legal de paulistanos a Québec, no Canadá, fato que vem se intensificando desde a década de 1970. Valendo-se de recursos como a animação, o documentário propõe dispositivos para colocar seus personagens como observadores de sua própria vida. Reprise, colorido, 52 min.

TV PAGA

A Malvada

14 H NO TCM

(All about Eve). EUA, 1950. Direção

de Joseph L. Mankiewicz, com Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders

e Marilyn Monroe.

Uma atriz da Broadway que está no auge da carreira aceita primeiro a adulação e depois o pedido - tornar-se sua secretária - de uma jovem que se diz sua maior fã. O filme de Joseph Mankiewicz usa o relacionamento entre as duas como pano de fundo para as manipulações e as intrigas de bastidores no meio teatral de Nova York. Cruel e engraçado, o filme ganhou quatro Oscars em 1950, mas as duas atrizes, em performances extraordinárias, apesar de indicadas, perderam para a Judy Holiday de Nascida Ontem. Bette foi a terceira escolha para o papel. A primeira foi Claudette Colbert, que teve uma ruptura de disco e teve de abandonar o filme; a segunda foi Gertrude Lawrence, que acabou despedida por insistir em fazer um número musical como Margo. Bette, aos 42 anos, foi a tradução perfeita para a vitória da personalidade e da vontade sobre a beleza superficial. Ironicamente, anos mais tarde, Bette estrelava a minissérie Hotel, quando ficou doente demais para continuar. Quem a substituiu foi... Anne Baxter. Um programa imperdível, mesmo para matinê. Reprise, preto e branco, 138 min.

O Grande Ditador

19H45 NO TELECINE CULT

(The Great Dictator). EUA, 1940.

Direção e interpretação de Charles Chaplin, com Paulette Goddard.

Outra comédia clássica de Chaplin, desta vez sem o famoso personagem Carlitos. Ele faz barbeiro judeu e ditador nazista inspirado em Adolf Hitler - e conta a lenda que o próprio Führer se fazia projetar o filme às escondidas. Um filme recheado de cenas que se tornaram históricas, como a do ditador brincando com o globo terrestre, transformado em bola. E o final é emocionante, pois, após muito resistir ao cinema falado, Chaplin escreveu um emocionado discurso sobre paz entre os homens. Para o estudioso Andre Bazin, esse filme é o primeiro em que Chaplin revela sua verdadeira face, que já apresenta uma mutação em sua face, para Monsieur Verdoux, em que o ator Charles Chaplin exibe seu rosto sem maquiagem e com uma mecha de cabelos brancos. Reprise, preto e branco, 124 min.

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