Clássicos de Person e Ruy Guerra

Space Chimps - Micos no

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2012 | 03h11

Espaço

15H40 NA GLOBO

(Space Chimps). EUA, 2008. Direção de Kirk de Micco, com Andy Samberg, Patrick Warburton, Zach Shada, Stanley Tucci, Jeff Daniels.

Trio de chimpanzés da Nasa é enviado aos confins do universo e descobre ameaça que pode destruir a vida na Terra. Um deles descende do primeiro macaco enviado ao espaço e sonha ser... mico de circo, não astronauta. O tom é de comédia, nesta série inesgotável que gosta de mostrar animais mais inteligentes que os humanos. Reprise, colorido, 100 min.

O Casamento

22 H NA CULTURA

(Il Regista Di Matrimoni). França, Itália, 2006. Direção de Marco Bellocchio, com Sergio Castellitto, Donatella Finocchiaro, Sami Frey.

O horário da Mostra reprisa, agora dublado, o longa de Bellocchio sobre diretor em crise que é contratado para documentar cerimônia de casamento. Ele se envolve com a noiva. Bellocchio é um dos grandes do cinema italiano. Seu novo filme, La Bella Addormentata, A Bela Adormecida, é uma das atrações anunciadas da Mostra este ano. Inédito, colorido, 97 min.

Vilões por Acaso

23 H NA REDE BRASIL

(Comic Book Villains). EUA, 2002. Direção James Robinson, com Danny Masterson, Michael Rapapport, DJ Qualis.

Dupla que possui loja especializadas em quadrinhos faz de tudo para se apossar de coleção rara. O tom é de comédia. Reprise, colorido, 92 min.

A Queda

23H30 NA TV BRASIL

Brasil, 1978. Direção de Ruy Guerra

e Nelson Xavier, com Nelson Xavier, Lima Duarte, Isabel Ribeiro, Maria

Sílvia, Hugo Carvana, Paulo César

Pereio, Helber Rangel.

As cenas iniciais deste filme, aparentemente desconexas, situam o drama e os personagens. Ruy Guerra vai falar de uma sociedade que implode, e que avilta o humano. Exatamente 15 anos depois de Os Fuzis, ele retoma o personagem de Nelson Xavier, agora um operário da construção civil. Guerra seguiu um caminho tortuoso após Estorvo, e Veneno na Madrugada é certamente difícil se digerir. Mas ele já fez grandes filmes do cinema brasileiro, e este tem força. O longa venceu o Urso de Prata em Berlim e a Margarida de Prata, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB. Nelson Xavier, merecidamente, foi melhor ator em Brasília. Inédito, colorido, 110 min.

Adeus

0H15 NA CULTURA

(Farewell). Holanda, 2009. Direção

de Ditteke Mensink.

Você talvez nunca tenha ouvido falar de Grace Drummond-Hay. A aristocrata inglesa, viúva de um lorde 50 anos mais velho, ligou-se ao alemão Karl von Wiegand, sobrevoando com ele o mundo a bordo do Zeppelin, em 1929. Logo viria o crack da Bolsa de Nova York, colocando fim a essa vida de aventuras. O documentário de Ditteke Mensink tenta dar conta não apenas de uma figura marcante, mas de uma época. Inédito, preto e branco e colorido, 90 min.

Assassinatos Macabros

1H45 NA REDE BRASIL

(When The Bough Breaks). EUA,

1994. Direção Michael Cohn, com

Ally Walker, Martin Sheen.

Ally Walker faz policial que investiga série de assassinatos macabros numa cidadezinha do Texas. Criança com problemas mentais pode lhe fornecer a pista para chegar ao assassino. Martin Sheen teve o seu momento, mas hoje talvez seja mais conhecido como pai de Charlie Sheen. Reprise, colorido, 105 min.

TV Paga

O Céu Pode Esperar

12 H NO TELECINE CULT

(Heaven Can Wait). EUA, 1978. Direção de Warren Beatty e Buck Henry, com Warren Beatty, Julie Christie, Jack Warden, Dyan Cannon, Charles Grodin, James Mason, Buck Henry.

Warren Beatty, em parceria com Buck Henry, escolheu refazer Que Espere o Céu, Here Comes Mr. Jordan, de Alexander Hall, de 1940, mas seu filme terminou ganhando o título de outro Ernst Lubitsch. Confusões à parte, a história do jogador que morre e ganha a chance de voltar à Terra em outro corpo é cheia de quiproquós, alguns românticos, outros que se referem a uma trama de assassinato. Beatty dirigiria depois Reds - e até ganhou o Oscar -, mas este primeiro trabalho, mesmo mais 'leve', está longe de ser inócuo. A dupla de diretores - e ambos estão em cena - aborda a questão do tempo. Bem interessante. Reprise, colorido, 100 min.

São Paulo S/A

16H20 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1965. Direção de Luiz Sérgio Person, com Walmor Chagas, Eva

Wilma, Otello Zeloni, Darlene Glória.

A ascensão de Carlos, operário que cresce com a indústria automobilística e vira executivo, mas se sente apenas uma peça numa engrenagem que o supera. Nada o satisfaz - dinheiro, mulheres. Um dos grandes filmes da história do cinema brasileiro. Na recente entrevista que deu ao Estado, por ocasião do lançamento de Cara ou Coroa, Walmor Chagas defende que este é o melhor filme de Person, superior até mesmo ao cultuado (pelo diretor) O Caso dos Irmãos Naves. Walmor fornece uma interpretação interessante. Person, que estava começando, sentiu que dependia demais do fotógrafo Ricardo Aronovich - cujo trabalho é realmente prodigioso. No outro filme, ele já estava mais seguro, e por isso o preferia. Feito o registro, o programa é imperdível. Reprise, preto e branco, 11 min.

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