Clássico de Suassuna na tarde global

Passaporte para Paris

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2010 | 00h00

14h15 no SBT

(Passaport to Paris). EUA, 1999. Direção de Alan Metter, com Ashley Olsen, Mary-Kate Olsen, Matt Winston.

As gêmeas mais famosas do show biz vão a Paris e enfrentam problemas de adaptação. Mas o avô, influência importante, e a descoberta do amor mudará a vida delas. Ashley e Mary-Kate têm fãs de carteirinha. É para eles que se dirige o cartaz do SBT. Os demais espectadores vão achar o filme tolinho. Reprise, colorido, 87 min.

O Auto da Compadecida

17h35 na Globo

Brasil, 1001. Direção de Guel Arraes, com Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Denise Fraga, Marco Nanini, Fernanda Montenegro.

O texto clássico de Ariano Suassuna ganhou versão híbrida, no sentido de que Guel Arraes o adaptou para TV, no formato microssérie, mas filmou em película e tirou daí uma bela versão para cinema. Chicó e João Grilo passam pelo mundo, um dependendo da habilidade do outro (a esperteza, a crença). As aventuras incluem disputas com cangaceiros e a Igreja, culminando com o julgamento no céu, quando Fernanda Montenegro intervém, no papel da própria mãe de Jesus. Mello, Nachtergaele e Nanini, atores fetiches do diretor, apresentam-se aqui em alto estilo. O programa serve como aquecimento para a próxima estreia de O Bem-Amado ? também com Nanini e Nachtergaele ?, que, para falar a verdade, não é tão bom.

Verônica

22h10 na Globo

Brasil, 2009. Direção de Mauricio Farias, com Andrea Beltrão, Marco Ricca, Matheus de Sá, Andrea Dantas, Flávio Migliaccio, Patrícia Selonk.

Conscientemente ou não, Farias, criador de A Grande Família (na TV e no cinema), fez aqui o seu Glória, pegando carona no cult de John Cassavetes. O original já havia ganhado remake medíocre com Sharon Stone, embora o diretor fosse o respeitável Sidney Lumet. Aqui, Andrea Beltrão é a professora que pega em armas em defesa do aluno que está sendo perseguido pelo tráfico, após testemunhar acerto de contas que levou à morte seus pais. A atriz é melhor que o filme, mas convém não subestimar as qualidades de Verônica. Reprise, colorido, 87 min.

Intercine

2h10 na Globo

A emissora exibe o preferido entre Santo Matrimônio, de Leonard Nimoy, com Patricia Arquette como viúva obrigada, pela força de convicções familiares, a se casar com o irmão do ex-marido; e Extermínio, thriller apocalíptico (ou experiência de horror) de Danny Boyle, com Cillian Murphy como sobrevivente de vírus que se propaga depressa, destruindo a vida na Terra.

Amanhã

A Globo exibe amanhã, no Intercine, o preferido do público entre D-Tox, de Jim Gillespie, com Sylvester Stallone, fantasia em que o herói luta contra a poluição (EUA, 2001, fone 0800-709011); e Kill Bill ? Volume 1, o eletrizante filme de artes marciais de Quentin Tarantino, com Uma Thurman como a mulher que sobrevive a ataque e pega na espada para se vingar do homem que interrompeu brutalmente seu casamento (EUA; 2003, fone 088-70-9012).

TV Paga

O Céu Que Nos Protege

17h30 no Telecine Cult

(The Sheltering Sky). Inglaterra/Itália, 1990, Direção de Bernardo Bertolucci, com Debra Winger, John Malkovich.

O segundo filme da trilogia oriental de Bertolucci situa-se entre O Último Imperador, coroado com diversos Oscars, e O Pequeno Buda. Embora suntuosos, plasticamente, nenhum deles se compara aos clássicos do diretor italiano e até foram rechaçados pela maioria da crítica, mas talvez seja interessante voltar à adaptação do romance de Paul Bowles sobre casal que parte numa viagem de descoberta pela África. As imagem do deserto, fotografado por Vittorio Storaro, são quase tão impressionantes quanto as de Lawrence da Arábia. Não representa pouca coisa. E o deserto, para Bertolucci, expressa o interior dilacerado de suas figuras. Reprise, colorido, 137 min.

O Segredo das Joias

17h35 no TCM

(The Asphalt Jungle). EUA, 1950. Direção de John Huston, com Sterling Hayden, Marilyn Monroe, Sam Jaffe.

O filme que inaugurou a vertente do assalto perfeito, que teve vários ilustres seguidores nos anos seguintes (Rififi, de Jules Dassin; O Grande Golpe, de Stanley Kubrick, etc.) Conta a história de grupo que se organiza para assalto, mas divisões internas ameaçam o sucesso da iniciativa. O estilo seco da direção, a rispidez dos diálogos e a excelência do elenco se combinam com rara intensidade, para não dizer perfeição. Marilyn, em princípio de carreira, teve dois grandes papéis naquele ano ? o outro foi em A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz. Você não vai conseguir tirar os olhos dela. Reprise, preto e branco, 110 min.

Poltergeist, o Fenômeno

23h40 no TCM

(Poltergeist), EUA, 1982. Direção de Tobe Hooper, com Heather O"Rourke, Craig T. Nelson, Zelda Rubinstein.

Spielberg desenvolveu este projeto, que pretendia realizar, mas entregou a direção a Hooper, do cultuado O Massacre da Serra Elétrica ? a primeira versão. Conta a história de garota abduzida por fantasmas que saem do aparelhinho de TV. Na verdade, a casa toda, construída sobre um cemitério clandestino, é vítima de uma maldição. Reprise, colorido, 100 min.

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