Nelson Almeida/ AFP
Nelson Almeida/ AFP

Classe artística e políticos reagem às novas nomeações na Funarte e na Biblioteca Nacional

Maestro Dante Mantovani, indicado para a Funarte, disse que o rock induz às drogas, ao aborto e ao satanismo; Rafael Nogueira, da Biblioteca Nacional, é simpatizante da monarquia; veja a repercussão

Redação, O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2019 | 18h06

As novas nomeações do governo federal na área da cultura, nesta segunda-feira, 2, causaram uma reação do setor nas redes sociais e também de políticos, a maioria deles criticando os novos diretores.

O maestro Dante Mantovani, de 35 anos, foi nomeado como novo presidente da Funarte. Mantovani mantém um canal no YouTube, em que faz vídeos sobre música e responde a perguntas de seus seguidores. Em um dos vídeos, ele diz que o "rock ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo".

Rafael Nogueira, nomeado para a Biblioteca Nacional, diz ser “professor de filosofia, história, teoria política e literatura, aspirante a filósofo e a polímata”, e se identifica com os valores de Olavo de Carvalho e se diz a favor da monarquia.

As mudanças promovidas pelo recém-nomeado secretário de Cultura, Roberto Alvim, geraram reclamações, na semana passada, inclusive de deputados governistas, por conta dos indicados políticos tinham sido demitidos. 

Veja algumas das reações de artistas e políticos nas redes sociais:

  • Rogério Flausino (cantor):

 

  • Leoni (cantor e compositor):

 

 

  • Michel Melamed (ator):

 

 

  • Felipe Andreoli (da banda Angra):

Roger Moreira (do Ultraje a Rigor):

 


Lobão (cantor e compositor, via retweet):

 


Roberto Freire (ex-ministro da Cultura):

 


José de Abreu (ator):

 


Renan Calheiros (senador, MDB/AL):

 


Carlos Minc (geógrafo e deputado estadual pelo PSB/RJ):

 


Randolfe Rodrigues (senador, Rede/AP):

 


Marcelo Freixo (deputado federal, PSOL/RJ):

 


Heni Ozi Cukier (deputado estadual, Novo/SP):

 


As nomeações fazem parte de uma série de trocas promovidas pelo novo secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, para quem Bolsonaro afirma ter dado total liberdade para montar a sua equipe.

Na semana passada, Alvim nomeou Sergio Nascimento de Camargo para a presidência da Fundação Palmares, que já afirmou nas redes sociais existir um "racismo nutella" no Brasil e que a escravidão foi "benéfica para os descendentes".

Alvim afirma que só irá falar à imprensa sobre trocas na cultura após finalizar as nomeações. Antes da sua nomeação como secretário especial, Alvim falava em montar uma "máquina de guerra cultural".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.