Civilização relança obra de Cortázar

A obra-prima de Júlio Cortázar, O Jogo da Amarelinha, é a origem do romance 62 Modelos Para Armar do mesmo autor, que será relançado neste mês pela Editora Civilização Brasileira. Publicado originalmente em 1968, o livro aprofunda questões levantadas no capítulo 62 da obra de origem, como o destino, a relação entre as ações e a realidade e as leis que regem as coincidências e as causalidades.Em 62 Modelos Para Armar, Cortázar lança mão do mesmo núcleo de personagens de O Jogo da Amarelinha, e trata cada sujeito como uma síntese do universo. Em meio a uma trama cheia de reviravoltas, fatos banais transformam-se em situações inesperadas. Com um texto desconstruído e transgressor, o autor trabalha com o mínimo de elementos formais. O inusitado e o imaginário somam-se ao seu estilo. Cortázar nasceu em Bruxelas, em 1914, mas aos 4 anos mudou-se para a Argentina, país de origem de seus pais, indo morar em um subúrbio de Buenos Aires, Bánfield. O pai abandonou a família e ele viveu com a mãe, a tia, a avó e a irmã. Aos 9 anos escreveu a primeira novela. Estudou literatura na Universidade de Buenos Aires e trabalhou como professor em áreas rurais e também na Universidade de Cuyo, mas renunciou ao cargo em razão de suas desavenças com o peronismo. Em 1951, mudou-se para Paris. Entre suas obras figuram Bestiário, Histórias de Cronópios e de Famas Octaedro e 62 Modelos para Armar. Cortázar morreu em Paris, em 1984. 62 Modelos Para Armar, Julio Cortázar. Editora Civilização Brasileira. 256 páginas. R$ 26,00.

Agencia Estado,

23 de janeiro de 2001 | 19h41

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