Cirurgia de Angelina Jolie estimula alta em testes de câncer de mama, diz estudo

A decisão da estrela da atriz Angelina Jolie de divulgar publicamente sua dupla mastectomia fez mais que dobrar o número de mulheres britânicas em busca de testes genéticos de câncer de mama, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira.

REUTERS

19 Setembro 2014 | 09h29

Jolie, de 39 anos, que se tornou uma ativista pró-direitos humanos, anunciou sua cirurgia em maio do ano passado, dizendo que seu teste sobre mutação do gene BRCA1 havia dado positivo, o que aumentaria significativamente suas chances de câncer de mama.

Ela disse querer divulgar o caso publicamente para que sua história inspirasse outras mulheres a lutar contra a doença.

Pesquisadores estudaram 21 clínicas e centros genéticos regionais e descobriram que havia 4.847 referências para o teste entre junho e julho do ano passado, ante 1.981 no mesmo período de 2012.

O estudo do chamado “Efeito Angelina”, publicado pelo periódico Breast Cancer Research, creditou a glamurosa aparição da atriz com seu marido Brad Pitt por ajudar a aliviar os temores das mulheres sobre a cirurgia.

“Angelina Jolie… provavelmente teve um impacto maior do que outros anúncios de celebridades, possivelmente por causa de sua imagem de mulher forte e glamurosa”, disse em nota o pesquisador Gareth Evans, da Genesis Breast Cancer Prevention.

“Isso pode ter reduzido o medo das pacientes sobre a perda de identidade sexual após a cirurgia preventiva e encorajado as mulheres que ainda não haviam buscado serviços de saúde para considerar testes genéticos.”

O câncer de mama é o mais comum em mulheres em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde estimou que mais de 521 mil mulheres morreram de dessa doença em 2012.

A atriz, vencedora do Oscar, nos últimos anos tem atraído quase tanta atenção por seu trabalho mundial em nome de refugiados e vítimas de violência sexual em conflitos quanto por seus papéis no cinema.

Jolie foi nomeada embaixadora honorária da agência de refugiados da ONU, o Acnur, em 2001, e foi promovida a enviada especial do alto comissário da entidade, António Guterres, em 2012. Desde então ela também tem liderado uma campanha contra violência sexual em zonas de conflito.

(Por Laura Onita)

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