Cirque du Soleil abre temporada de 'Alegría' nesta quinta em SP

Espetáculo foi criado em 1994 para comemorar os 10 anos da trupe e já passou por quatro capitais brasileiras

Livia Deodato, de O Estado de S. Paulo,

07 Fevereiro 2008 | 10h50

O mundo fantástico e cheio de poesia de Alegría está prestes a estrear na capital paulista. O espetáculo, criado em 1994 para comemorar os 10 anos da trupe canadense Cirque du Soleil, já passou por Curitiba, Brasília, Belo Horizonte e Rio - com lotação máxima em todas as sessões, cujos ingressos variam entre R$ 130 e R$ 400. A T4Fun, responsável pela vinda do circo ao Brasil, não revela quantas entradas já foram vendidas em São Paulo mas garante que apesar das boas vendas, ainda há ingressos para todos os setores e sessões, exceto a de hoje, cujo público é majoritariamente convidado.   Veja também:    Galeria de fotos do espetáculo  Dirigido pelo italiano Franco Dragone - que há um bom tempo não faz mais parte do Soleil e, inclusive, montou um circo concorrente no Canadá -, Alegría é composto por 55 artistas de 13 nacionalidades. O representante canarinho é Marcos de Oliveira Casuo, o divertido palhaço de topete amarelo, roupão lilás, que tem um burrinho de estimação. Sylvie Galarneau, diretora artística de Alegría, revelou no dia da estréia nacional, ocorrida em setembro do ano passado em Curitiba, que Casuo é um dos mais criativos do elenco. ''''A cada ensaio, ele traz novos truques, é difícil controlá-lo'''', brincou. Alegría é dividido em nove atos, sendo que pelo menos cinco deles ocorrem pelos ares: o primeiro é o Trapézio Solo, que surpreende pelo desafio imposto à lei da gravidade e pela dificuldade dos movimentos; na seqüência entram os artistas-ginastas do Power Track, duas esteiras elásticas que cruzam entre si e servem de base para saltos mortais; o bungee inerente ao Flying Man faz a imaginação rolar solta e a impressão é de que temos um anjo de asas brancas à nossa frente; em Russian Bars, os artistas apresentam sua destreza em dar saltos extremamente dificultosos de uma barra paralela à outra, todas muito estreitas (na estréia em Curitiba, eles erraram duas vezes e o constrangimento foi notório); e Aerial High Bar, último número e um dos momentos-clímax, onde sete trapezistas balançam-se em três barras colocadas lá no alto da tenda, amparados por uma rede elástica. Justamente pelo fato de grande parte dos números serem aéreos, não faça questão de reservar seu lugar na primeira ou segunda fila. Agora, se você fizer mesmo questão de observar bem de perto os ricos figurinos do elenco de Alegría, então valerá a pena gastar um pouco mais. O espetáculo inspira-se nas tradicionais famílias circenses européias, que rodavam toda a Europa dentro de seus trailers. Para Dragone, ''''os personagens e as performances remetem à redescoberta da ternura humana''''. No palco, anjos negros, amparados por muletas, e velhos pássaros passeiam, um tanto perdidos, enquanto séries que exigem grande esforço e concentração são exibidas. A resistência e a perseverança por um mundo melhor é o tema de Alegría. ''''Criamos dois mundos: o dos ricos e bem estabelecidos, que são os velhos pássaros; e dos jovens, que caminham para o futuro e são os anjos'''', disse o vice-presidente do Cirque du Soleil, Gilles Ste-Croix, em entrevista recente à imprensa brasileira. A tenda apelidada de Grand Chapiteau de Alegría, montada no meio do Parque Villa-Lobos, lá permanece até o dia 4 de maio, de terça a domingo. Depois, segue para Porto Alegre, última capital brasileira a ser visitada pela trupe, que lá fica até o dia 8 de junho. Cirque du Soleil - Alegría. 160 min. Parque Villa-Lobos (2.500 lug.). Avenida Queiroz Filho, s/nº, entrada Detran. Central Ticketmaster: 4004-1007. 3.ª a 6.ª, 21h; sáb., 17h e 21h; dom., 16h e 20h. R$ 130 a R$ 400. Até 4/5 var keywords = "";

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