"Circo Místico" reergue sua lona, 20 anos depois

Há 20 anos, dança, música e poesia se encontraram sob a lona do Balé do Teatro Guaíra em uma convivência até então inédita. Era a primeira apresentação do espetáculo O Grande Circo Místico, que marcou época e deixou para a história da MPB músicas como Beatriz e Sobre Todas as Coisas.Em comemoração às duas décadas da sua bem-sucedida criação - feita pelo dramaturgo Naum Alves de Souza especialmente para o grupo -, o Guaíra volta aos palcos para recontar a história de amor entre uma acrobata de circo e um aristocrata embalada pela trilha de Chico Buarque e Edu Lobo.Assim como a estréia, a atual reestréia aconteceu primeiro em Curitiba, cidade natal do Guaíra. Mas sexta, sábado e domingo, O Grande Circo será apresentado aos paulistanos, no Teatro Alfa, de onde segue para o Rio de Janeiro.A nova montagem vem atualizada. Segundo Suzana Braga, diretora do Guaíra, o espetáculo ganha uma versão "menos acadêmica", aliando a dança tradicional a um estilo acrobático.O roteiro ganhou adaptação do coreógrafo argentino Luis Arrieta, que contou com a ajuda de Dani Lima, uma das fundadoras da Intrépida Trupe, para a criação das coreografias aéreas e o roteiro circense. As mudanças se deram também no cenário e nos figurinos, assinados pela carnavalesca da Imperatiz Leopoldinense Rosa Magalhães.Mas a principal diferença entre o espetáculo atual e o original é a trilha sonora. Edu Lobo compôs oito novas canções instrumentais para a versão atual. Nos anos 80 os bailarinos se apresentavam com apenas 13 músicas, tocadas primeiro pela orquestra e depois com as letras. "Edu deu liga à trilha, consolidou a obra", resume Suzana.

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