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Cinema de ator, em que as 'dames' fazem a diferença

Crítica: Luiz Carlos Merten

O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2012 | 03h09

JJJJ ÓTIMO

JJJ BOM

É um programa adorável e o problema que O Exótico Hotel Marigold coloca para o espectador vem daí. Por simpático que seja o programa, é bom? O ano era 1998, Shakespeare Apaixonado ganhou o Oscar de melhor filme, mas não o de direção. Desde então, John Madden tem seguido uma trajetória de altos e baixos, mais baixos que altos.

A Fox acredita no potencial de Hotel Marigold e prepara o lançamento com carinho. Na conceituação da distribuidora, não se trata de um blockbuster, mas de um filme de 'arte'. Sob certos aspectos, Hotel Marigold é o Comer, Rezar, Amar que deu certo (mais certo). Logo no começo, o roteiro contextualiza os velhinhos que levam vidas medíocres (insatisfatórias?) na Inglaterra. Eles rumam para o exótico hotel do título, na Índia - que o jovem de Quer Quer Ser Um Milionário?, Dev Patel, quer transformar em spa para terceira idade.

Um filme como Paraísos Artificiais, de Marcos Prado, que estreou sexta, busca falar com os jovens, colocando na tela a geração T (de testemunha). Hotel Marigold fala de terceira idade, mas tenta fazer o crossover, atingir todas as idades, e por isso mesmo o jovem empreendedor é tão importante. Quem são esses idosos? São interpretados por um elenco irretocável - Tom Wilkinson, mas, principalmente, duas dames, Maggie Smith e Judi Dench, que ganhou seu Oscar (de coadjuvante) justamente em Shakespeare in Love.

O amor é o tema de Hotel Marigold, a necessidade de afeto. Wilkinson faz o gay que volta ao cenário de sua juventude para tentar reencontrar o homem que amou. Judi, que vivia à sombra do marido, descobre uma espécie de libertação na viuvez. Descobre até o amor, um novo amor. E Maggie? Duas vezes vencedora do Oscar - melhor atriz por A Primavera de Uma Solteirona; melhor coadjuvante por California Suite -, ela se tornou com o tempo, na tela, a melhor representação da fleuma britânica.

A velha dama que interpreta, na verdade uma antiga babá que se tornou obsoleta para a família a quem se dedicava, é racista, desagradável, mas o espectador sabe que isso é só por um período. A transformação de Maggie não só é esperada como tem desdobramentos. O espectador, que espera, é recompensado. 'Bom', para o filme de John Madden, pode ser excessivo, mas os pers0nagens são cativantes. O elenco, e Maggie, Judi e Wilkinson fazem a diferença.

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