Cidade de Batatais-SP quer entrar no circuito de filmes

O filme de suspense "Meia Luz" será o primeiro longa-metragem comercial rodado totalmente com integrantes (técnicos, atores, direção e produção) da cidade de Batatais, na região de Ribeirão Preto. Começou a ser filmado em setembro. A finalização será em digital para DVD, com resolução de 1.080 linhas, o que possibilita transpor o filme para 35 mm, para chegar aos cinemas no futuro. A pré-estreia será em janeiro, em cinemas de Batatais e em outras quatro cidades, com projeção digital. Dependendo da repercussão e de interessados, poderá ser transformado em cópias para cinema, segundo o produtor-executivo e supervisor José Adalto Cardoso, cineasta que trabalhou com Amacio Mazzaropi.

AE, Agência Estado

27 de outubro de 2010 | 08h48

Cardoso está otimista com o projeto, que consumiu, na prática, R$ 10 mil em dinheiro, bancados pelos finacistas-cinéfilos Antônio Jácomo Felipucci e Sibélius Olivério, também batataenses. O custo da produção foi orçado em R$ 50 mil, sendo que R$ 40 mil são ''virtuais'' e foram divididos em cotas entre os participantes do filme - ninguém pagou, mas em caso de retorno cada um recebe uma porcentagem. Poucos atores e locações foram fundamentais para o baixo custo.

"Meia Luz" conta uma fictícia lenda urbana de Batatais, sobre um palhaço de circo aposentado que aluga casa numa chácara, onde passa a viver sozinho. Ali, ele e três crianças morrem. O local fica abandonado e torna-se maldito. Anos depois, cinco jovens que gostam de cinema decidem investigar o mistério. A produção do suspense, com cerca de 75 minutos, foi ao estilo de "A Bruxa de Blair", com um jovem captando as imagens com a câmera na mão, em tempo real.

"Fizemos um filme de suspense, medo, susto, mas não de terror", explica Cardoso, que reuniu jovens que participam da oficina de cinema que mantém na cidade desde 2007. Isabela Freiria, de 16 anos, é uma das protagonistas, e, apesar de fazer teatro, estreará nas telas. "Tinha noção de atuação, mas era estranho ver as câmeras", diz ela. O filme foi dirigido por Rogério Takashi Cardoso, filho de José Adalto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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