Cidadão Brasileiro não agrada aos jovens

Cidadão Brasileiro, grande aposta da Record em teledramaturgia, não agradou ao público jovem, pelos menos o das classes A e B. Isso é o que apontam recentes pesquisas sobre a audiência da novela, que vem mantendo boas médias no ibope: 14 pontos desde a sua estréia, há seis semanas. O autor do folhetim, Lauro César Muniz, diz que sente essa resistência do público mais jovem, mas se impressionou com a aceitação do enredo entre o público das classes C e D. "Para minha surpresa, as classes C e D estão bastante entusiasmadas com a trama. Eu esperava me apoiar mais nas classes A e B. Sinto alguma resistência nos jovens de até 21 anos. O passado próximo parece não lhes interessar. Estranham a linguagem e costumes da década de 50. Já os jovens das classes C e D se interessam pela novela." Lauro tem pelo menos mais três desafios pela frente: a crise envolvendo o diretor-geral da trama, Flávio Colatrello, a mudança de fase da novela e o envelhecimento dos personagens e a correria das gravações, ligeiramente atrasadas por conta das chuvas de março. Nos corredores da Record a notícia é que Colatrello não tem se entendido com a produção do folhetim. "Entre os entendidos havia uma nítida reserva com relação à direção da novela. Eu acho que o tom ideal na direção está por vir", sugere Lauro. O autor diz ainda que pretende manter a maior parte dos atores, mesmo com a mudança de fase das novela. "Depois do capítulo 135, a história vai dar um salto de 10 anos e terá ainda uma terceira fase", diz. "Estamos fazendo testes de maquiagem." Lauro quer evitar a substituição de elenco - Colatrello é contra. Quanto às gravações, o autor promete escrever mais cenas em estúdio para fugir do mau tempo que atrasou a produção.

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