Ciclo de leitura revela o jovem teatro alemão

Um dos principais festivais cênicos da Europa, o Encontro Teatral de Berlim, aponta normalmente o rumo pelo qual seguem os grupos contemporâneos alemães. Em 1999, os trabalhos selecionados pelos júri privilegiaram diretores que forneciam aos atores a prioridade no trabalho, valorizando a interpretação em textos bem acurados. Uma amostragem daquela edição estará em exibição a partir de amanhã, no Instituto Goethe (Rua Lisboa, 974, em São Paulo), que promove também um ciclo de leituras de peças escritas por autores da nova geração, com entrada franca.São três textos, cuja condução está a cargo de promissores diretores brasileiros. Amanhã, às 20h30, Bernardeth Alves conduz a leitura de Parasitas, de Marius von Mayenburg em que dois jovens casais e um velho, moradores da mesma casa, vivem em permanente tensão, sobrevivendo como podem da aposentadoria e ajuda social.Na sexta-feira, no mesmo horário, Vadim Nikitin comanda um grupo de seis atores (com ele inclusive) na leitura do difícil texto Death Valey Junction, de Albert Ostermaier. "Trata-se de uma viagem xamânica, que faz referências cinematográficas a filmes como Estrada Perdida e Dead Man", explica Nikitin. "O texto é de difícil leitura, pois só revela sua plenitude quando encenado, exigindo, portanto, um elenco que goste de leitura."No sábado, Sérgio Ferrara vai dirigir a leitura de As Relações de Clara, de Dea Loher, que promove um novo relacionamento entre algoz e vítima, muitas vezes reunidos na mesma pessoa. "O que me atraiu no texto foi sua estrutura, em que o drama é pontuado por um humor nonsense", comentou Ferrara. No domingo, às 15 horas, ocorre um debate com o dramaturgo Matthias Lilienthal, que vai falar sobre as diversas tendências do teatro alemão.

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