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Ciclo 'Cinema de Bordas' abre espaço para filmes à margem do cinemão

Longa-metragem de abertura é 'A Morte de Johnny Zombie', de Gabriel Carneiro, com Joel Caetano

LUIZ CARLOS MERTEN - O Estado de S.Paulo,

01 de agosto de 2012 | 03h09

Sem, sem, sem - sem recursos financeiros, sem técnicos experientes nem equipamentos de ponta. O ciclo Cinema de Bordas, que começa hoje no Itaú Cultural, abre espaço para uma produção que cada vez mais vira objeto de estudo e ganha público, não o do Batman, mas espectadores que querem estar antenados com novas tendências, mais independentes, à margem do cinemão. O filme de abertura é A Morte de Johnny Zombie, de Gabriel Carneiro, com Joel Caetano.

Você não verá filmes perfeitos, do ponto de vista técnico, mas corre o risco de ser atropelado, ou arrebatado, por experiências viscerais de narração e reflexão. Como diz a curadora Bernardette Lyra, cinema de bordas é o nome de um tipo muito particular e curioso de realização e exibição periféricas de filmes. As produções desse tipo são feitas quase sempre com baixo ou nenhum orçamento, adotam o estatuto do improviso e da precariedade, além de adeptas de uma estética ora definidas como tosca, impura e até trash. "O conceito do cinema de bordas funciona como artefato alternativo para essa busca cinematográfica", conforme o texto de apresentação da curadoria.

Com pouco mais de 13 minutos, A Morte de Johnny Zombie mostra engenheiro atingido por vazamento de gás na empresa em que trabalha. O filme é a primeira produção da Beullah Filmes e o cinéfilo de carteirinha deve se lembrar que outro vazamento deu origem aos zumbis de Dan O'Bannon no cultuado O Retrorno dos Mortos-Vivos. O evento Cinema de Bordas inclui debates, mas o grande baratos são os filmes. Você dificilmente os veria nas grandes redes. São prova de que tamanho, e recursos, nem sempre são documentos.

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