Cícero Sandroni assume a cadeira 6 da ABL

O Salão Nobre do Petit Trianon ficou lotado de intelectuais e amigos do jornalista Cícero Sandroni, que tomou posse na cadeira número 6 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele havia sido eleito por unanimidade em setembro, fato raro na Casa de Machado de Assis. Em seu discurso o jornalista lembrou que a rebeldia foi o traço comum a seus sete antecessores, os poetas Casemiro de Abreu e Teixeira de Mello, o Barãode Jaceguai, herói da Guerra do Paraguai, o escritor Goulart de Andrade, o jornalista e político Barbosa Lima Sobrinho, e o juristaRaymundo Faoro. Apesar disto, Sandroni cumpriu todos os rituais previstos para quem estréia na imortalidade. ?Meu lema é a rebeldia comrespeito?, explicou.Os filhos de Barbosa Lima Sobrinho, de quem Sandroni foi companheiro na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), prestigiaram a posse, queteve a presença do escritor Ziraldo e da atriz Maria Pompeu. Num prenúncio do que será a próxima disputa a uma vaga, na cadeira que pertenceu ao jornalista Roberto Marinho, os dois candidatos mais cotados, o senador Marco Maciel e o jornalista e escritor Fernando Morais, também compareceram, com a modéstia adequada a quem pleiteia uma vaga na ABL. A eleição ocorre em 18 de dezembro e Maciel é o favorito, embora Morais tenha apoios importantes. Há ainda mais dezcandidatos, entre eles a deputada Heloneida Studart.A intimidade de Sandroni com a academia vem de sua adolescência, pois aos 18 anos conheceu sua mulher, a escritora de livros infantis LauraSandroni, filha de Austregésilo de Athayde, presidente da casa por várias décadas. Os filhos de Sandroni, Carlos e Eduardo, estavam presentes, mas a sua filha, a cantora Clara Sandroni, está em turnê pela França e só volta ao Brasil no fim do ano.

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