AP/Christoph Eena
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Christian Lacroix não voltará a desfilar nas passarelas de Paris

Crise financeira que abala o setor do luxo golpeou também a tradicional maison francesa que fecha suas portas

AP,

01 de dezembro de 2009 | 16h54

O estilista francês Christian Lacroix não voltará a desfilar nas passarelas parisienses, segundo as agências France Press e Associated Press, após uma decisão do tribunal do Comércio de Paris anunciada nesta terça, 1, que o obriga a fechar seu ateliê de alta-costura. A notícia é manchete da versão online de um dos principais jornais franceses, o Le Parisien.

 

A crise financeira que abala o setor do luxo golpeou também a tradicional maison francesa que desde junho está sob administração judicial, após declarar a suspensão dos pagamentos de mais de uma centena de funcionários. O tribunal de Comércio de Paris anunciou um plano de recuperação para os proprietários da casa Christian Lacroix, que em 2005 foi adquirida pelo grupo norte-americano Falic. Assim, apenas 11 dos empregados vão cuidar dos contratos de acessórios e perfumes da loja.

 

A maison Christian Lacroix foi fundada em 1987 e dirigida sucessivamente por uma dezena de presidentes até 2005, quando foi adquirida pelo grupo norte-americano. O estilista nascido em Arles, no sul da França, procura há meses um comprador, como o xeque árabe Hassan bin Ali al Nuaimi e a firma francesa Bernard Krief Consulting, que não apresentaram as garantias financeiras necessárias para a manutenção do negócio. Lacroix cedeu seu nome em 1987 e teria que voltar a comprá-lo, segundo a France Press, que o aponta como um "criador genial que pode imaginar um figurino para uma peça de teatro com o mesmo talento que poderia um dia decorar um trem ou desenhar a capa de um dicionário".

 

Lamentando sua situação financeira, Lacroix comentou em seu último desfile, em julho, que sempre esteve "contra a corrente e encontrei gente que queria ganhar dinheiro muito rapidamente, em vez de se interessar verdadeiramente na moda como arte".

 

Pessoas passam diante da vitrine da boutique de Lacroix na Rue Faubourg Saint-Honoré, em Paris, um dos principais centros de alta-costur da cidade. Foto: AP/Remy de la Mauvinière 

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