"Chioto" mistura sushi e pasta

O Chioto é mais um a tentar a difícil tarefa de reunir num só restaurante as cozinhas da Itália e do Japão, incluindo ainda alguns pratos com traços das duas culturas. Um ?três em um?, como anuncia a casa, que é muito bem instalada, espaçosa, bonita e agradável.O restaurante é o quarto do grupo de Ricardo Branco, que começou com o muito bom Vecchio Punto, na Pedroso Alvarenga. Depois, vieram o Veccchio Punto Trattoria, na José Maria Lisboa; o Vecchio Punto Café, na Gomes de Carvalho, e o Chioto, instalado no novo e imponente Hotel Meliá, no Itaim Bibi. Salão amplo, com um belo sushi-bar na entrada, um balcão com banquetas e uma coifa por cima. Depois, o amplo salão, com 32 mesas sólidas e bonitas de madeira, cadeiras estofadas (baixas demais para as mesas) com serviços americanos. Ao fundo, paredes altas de vidro, que dão para o belo jardim do edifício. O cardápio é enorme. Primeiro, a parte japonesa: oito entradas (com preços entre R$ 6 e R$ 12); três combinações de sushi (entre R$ 19 e R$ 37); duas combinações de sashimi (R$ 18 e R$ 25); três combinados de sushi e sashimi (R$ 25 o individual, R$ 47 para duas pessoas e R$ 67 para três pessoas); seis tipos de sushi enrolados (entre R$ 5 e R$ 9); seis tipos de sushi em pares (entre R$ 4,90 e R$ 6,80); seis tipos de temaki (entre R$ 5,70 e R$ 8,90); seis sugestões (entre R$ 7 e R$ 14,50); cinco pratos furai (entre R$ 9,50 e R$ 24); seis do tipo teppaniyaki (entre R$ 13,50 e R$ 24); três do tipo tempura (entre R$ 15 e R$ 28); três yakimeshi (entre R$ 7 e 12) e yakisoba (massas, entre R$ 10,50 e R$ 21).Agora, o setor italiano: cinco antipasti e saladas (entre R$ 9,50 e R$ 16); três massas servidas no ?pasta bar? (entre R$ 11,50 e R$ 19,80); nove massas (entre R$ 12,50 e R$ 18); seis risotos (entre R$ 20,40 e R$ 32); seis carnes, aves e peixes (entre R$ 28 e R$ 46).Finalmente, a cozinha ?fusion?: seis antipasti (entre R$ 4,50 e R$ 12,50) e cinco primi piatti (entre R$ 18,90 e R$ 35). Isso tudo além das 12 sobremesas (entre R$ 5 e R$ 12,50).É realmente muito difícil fazer com propriedade tamanha quantidade de pratos de várias tendências. Apesar das dificuldades, o Chioto até que se sai bem ? não compromete, mas também não entusiasma. Melhor na vertente japonesa.O sushiman Régis Ribeki é experiente, veio do badalado Nakombi e demonstrou competência. O combinado sushi-sashimi aprovou. Gostoso, com bolinhos de arroz no ponto certo e com uma quantidade adequada de wasabi. Um combinado que ficou no básico, calcado principalmente no atum, que fica melhor no inverno. Correto, burocrático, o guyoza, o pastel típico recheado com legumes e carne, num molho à base de soja.A parte italiana teve no risoto campioni o seu ponto alto. Trata-se de uma criação de José de Jesus, um chefe de cozinha competente, que venceu um concurso nacional para escolher o melhor risoto e com ele participou de um certame internacional, na Itália. Ele é chefe do Vecchio Punto e deve ter dado assistência à nova casa. Um risoto de carne seca com abóbora, bastante harmônico, apresentado com capricho. O risoto de shiitake poderia ser mais úmido. Serviço gentil, porém carecendo de entrosamento, como acontece em casas novas. Carta de vinhos razoável e taças nada apropriadas. Café expresso cremoso, mas um pouco ácido.Chioto: Rua Manuel Guedes, 2714. Tel: 3066-2714

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.