China registra desaparecimento de 44 mil locais de importância cultural

Segundo censo de patrimônio cultural, muitos pontos estão desprotegidos, sendo demolidos para dar lugar a projetos de construção civil.

BBC Brasil, BBC

30 de dezembro de 2011 | 17h30

Cerca de 44 mil ruínas antigas, templos e outros locais de grande importância cultural desapareceram na China nos últimos 20 anos, segundo informa o governo do país.

De acordo com o primeiro censo do patrimônio cultural realizado pela China em duas décadas, cerca de um quarto dos locais pesquisados está em mau estado de conservação.

Ao explicar os resultados, o vice-diretor do levantamento, Liu Xiaohe, disse à mídia estatal chinesa disse que muitos pontos de grande relevância cultural estão desprotegidos, sendo demolidos para dar lugar a projetos de construção civil.

Segundo Liu, o desenvolvimento econômico do país é a razão principal dos danos causados às relíquias culturais chinesas.

O censo, realizado pela Agência Estatal de Patrimônio Cultural da China, registrou cerca de 700 mil áreas em todo o país.

Na região mais afetada, a Província de Shaanxi, onde ficam os famosos guerreiros de terracota, as estatísticas indicam que mais de 3.500 locais de grande relevância cultural simplesmente desapareceram.

O censo não cita especificamente quais construções ou monumentos desapareceram no período de pesquisa.

Muralha ameaçada

Apesar disso, correspondentes da BBC afirmam que até mesmo a Grande Muralha da China está ameaçada pela erosão e pelo progresso desordenado, marcado por construções irregulares.

Segundo os correspondentes, as leis de conservação chinesas são desconsideradas por andarilhos e exploradas por moradores dos vilarejos, que cobram suas próprias taxas de admissão aos patrimônios culturais.

Relatos indicam que, há dois anos, uma parte da muralha construída durante a dinastia Qin foi danificada por mineradores que fizeram buracos na edificação, em busca de ouro. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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