Chico Teixeira viaja ao som de uma bela viola

O filho não renega a influência do pai. Chico Teixeira é filho de Renato Teixeira e, como diz em Novo Marinheiro, uma das mais bonitas canções de seu segundo CD, Mais Que o Viajante, ele viaja ao som de uma bela viola. "Acho o som da viola mágico e inspirador. A primeira música que fiz foi na viola. Hoje toco em casa, é bom para compor", diz o músico. A mais forte ligação com Renato vem em Pai e Filho, versão de Father and Son (Cat Stevens) escrita e cantada pelos dois, num duo em que as vozes envolventes de ambos se confundem. É uma boa síntese do estilo de Chico, entre a música caipira, que Renato modernizou, e o folk americano. Em Ouça Menino, é ele quem acolhe a própria cria, fechando o círculo familiar.

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2011 | 00h00

"Pai e Filho é uma música que emociona muito as pessoas no nosso show. Acho que retrata o momento em que vivo, tocando oito anos na banda de meu pai. Agora lanço meu CD, vou seguir nessa estrada, levando comigo sempre a naturalidade", diz.

Além de Renato (voz e violão), também parceiro em outra das melhores faixas do CD, Curvelo, Chico está em outras boas companhias: Dominguinhos (sanfona em Mochileira, de Geraldo Roca), Gabriel Sater, parceiro em Sonhos de Aço e convidado (violão e vocal) em Novo Marinheiro, Edu Ribeiro (bateria) e Fabio Torres (piano), entre outros.

Afilhado "de coração" de Xangai, Chico homenageia o maestro Zé Gomes ("um sábio, muito importante na minha vida") e mantém outras ligações com a tradição da música dita "regional", cantando Saudade Danada, clássico de Elpídio dos Santos e Osnir Perdigão. Mais Que o Viajante é daquelas canções estradeiras que lembram Almir Sater, pai de Gabriel. Tudo em volta é só beleza.

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