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Cheque de US$ 130 que comprou Superman é vendido por US$ 160 mil

Documento faz parte da história dos quadrinhos e selou transação entre criadores do personagem e DC Comics

BBC Brasil,

17 de abril de 2012 | 09h21

O cheque original usado para comprar os direitos do personagem Super-Homem de seus criadores foi vendido em um leilão na internet e alcançou o preço de US$ 160 mil (cerca de R$ 294 mil). Os criadores do super-herói, Jerome Siegel e Joe Shuster, de Cleveland, receberam US$ 130 (quase R$ 240) pelos direitos do Super-Homem em março de 1938. Quem pagou foi a Detective Comics, que, mais tarde, ficou conhecida como a DC Comics.

Shuster morreu em 1992 e Siegel, em 1996. Quando o super-herói se transformou em um fenômeno global, os dois tentaram reaver os direitos na Justiça. Os herdeiros dos criadores do Super-Homem ainda estão envolvidos em batalhas na Justiça americana com a DC Comics para tentar recuperar os direitos do personagem.

Indústria bilionária - O cheque foi vendido pelo site especializado ComicConnect, que não revelou quem foi o comprador.  "O conceito de super-herói nasceu com o Super-Homem", disse Vincent Zurzolo, um dos fundadores da ComicConnect, à agência de notícias Reuters.  "Aquele cheque de US$ 130 criou, basicamente, uma indústria bilionária", acrescentou Zurzolo.

Apesar de US$ 130 serem equivalentes a um pagamento de US$ 2.300 (cerca de R$ 4.230) em valores atuais, ainda é uma parte minúscula do que o personagem já arrecadou desde sua criação.

O longa-metragem Super-Homem, de 1978, foi um grande sucesso de bilheteria. O filme rendeu continuações e o personagem continua na mira de Hollywood, que planeja uma novo lançamento para os cinemas em 2013. No entanto, quando o primeiro filme do Super-Homem foi lançado, um dos criadores, Joe Shuster, estava empobrecido, trabalhando para uma empresa de entregas.

A ComicConnect informou que o cheque foi usado no tribunal na década de 1970, na última vez que Siegel e Shuster tentaram reaver os direitos do Super-Homem. Depois da vitória da DC Comics, um funcionário da companhia recebeu instruções para jogar no lixo os documentos usados no processo, mas ele manteve o cheque com ele, reconhecendo sua importância na história dos quadrinhos.

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