Chega ao Brasil novo gibi de "Asterix"

Chega neste sábado às bancas uma nova aventura do personagem Asterix, a revista de número 33 do personagem, O Dia em Que o Céu Caiu (Editora Record, 48 páginas, R$ 23,90). Criado por René Goscinny e Albert Uderzo em 1961, o personagem dispensa apresentações: é um bravo guerreiro gaulês que, num mundo totalmente dominado pelos romanos, no ano 50 a.C. bravamente resiste numa pequena e anárquica aldeia encravada no calcanhar do imperialismo. Foi publicado em 105 línguas e dialetos durante 45 anos. Havia quatro anos não saía um gibi inédito do Asterix. A França, fanática por ele como por Zidane, fez uma edição de colecionador: 3.178.000 álbuns numerados, únicos. No resto do mundo, estão sendo colocados à venda 8 milhões de gibis em 27 países, para se ter uma idéia da popularidade desse baixinho. Tudo começa assim nesse episódio: o rotundo Obelix, com sua fome abissal, está à caça de javalis com Asterix. Voltando à aldeia, vê que uma espécie de policial extraterrestre, Tuncar, "congelou" tudo e todos. O sujeito (que parece o Gazoo, o ET de Os Flintstones) veio, na verdade, alertá-los de que um perigoso ser extraterrestre está à cata de sua "arma secreta" - a poção do druida Panoramix. Uderzo diz que fez um álbum com o intuito de homenagear Walt Disney, mas deve ter algum problema de compreensão: ele parece mais estar homenageando a Marvel Comics e seus heróis planetários, super-homens e índios espaciais. Os "loucos" romanos viram meros coadjuvantes insossos. Batalhas de robôs do tipo Transformers tomam conta de toda a pequena vila gaulesa. Ninguém pode tirar de Uderzo o direito de ele viver de sua criatura infinitamente. Mas é triste ver como perdeu a graça essa pequena jóia da nossa memória. Mas há uma boa notícia: a Record anunciou que pretende republicar todas as velhas aventuras de Asterix. "Recolorizadas digitalmente", dizem, com supervisão do cartunista Ota. Isso é que é uma boa idéiafix!

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