Chega ao Brasil ´Guerra Civil´, HQ que polarizou heroísmo

Pouco mais de um ano depois de ter sido lançada nos Estados Unidos, a saga em quadrinhos Guerra Civil (Civil War) chega ao Brasil. Publicada por aqui pela Panini, a série mostra o evento que remexeu as bases do universo Marvel, lar do Homem-Aranha, Homem de Ferro e Capitão América. Tudo a partir de uma contradição fundamental: afinal, sob os olhos da lei, o que separa um herói mascarado de um criminoso comum? A partir da questão surge a tal guerra civil. Depois de um bando de heróis de segundo escalão devastar um bairro na costa leste dos Estados Unidos (matando centenas de pessoas), o congresso americano vota uma lei que obriga os heróis a se registrarem como funcionários do governo, assim, abrindo mão de suas identidades secretas. Nem todos aceitam a determinação. De um lado ficam os heróis pró-registro liderados pelo Homem de Ferro. De outro, aqueles a favor do anonimato heróico, tendo à frente nada menos que o Capitão América. Guerra Civil #1 mostra o início desse embate. Amplamente divulgada pela Panini durante a Fest Comix no último final de semana, Guerra Civil chega às bancas nesta sexta-feira, 6, e se estenderá por sete edições mensais, complementadas pelas revistas regulares da editora. Escrita por Mark Millar e desenhada por Steven McNiven, Guerra Civil foi o reflexo em quadrinhos de um mundo pós-11 de setembro, que chocado pelo o terrorismo, foi obrigado a optar entre a segurança e a liberdade civil. Um delicado dilema que, na história, leva a uma das mais polêmicas revelações feitas por um super-herói, o que será mostrado em agosto, na edição de número 2. Mais pela idéia em si do que pela maneira como foi contada, Guerra Civil é imperdível para os fãs. O que a torna mais interessante para outros públicos é estar marcada pelo estigma de uma época em que se pergunta a definição do certo e errado e, por fim, do próprio heroísmo.

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