Chefe da Royal Opera House é escolhido para dirigir BBC

A emissora BBC indicou nesta quinta-feira um ex-jornalista, que dirige a Royal Opera House, para chefiar a organização, depois que escândalos de abuso sexual abalaram a confiança pública em uma das instituições mais estimadas da Grã-Bretanha.

STE, Reuters

22 de novembro de 2012 | 17h37

Tony Hall, ex-diretor da BBC news, substituirá George Entwistle, que renunciou ao cargo de diretor-geral neste mês após não conseguir resolver um escândalo que lançou a organização de 90 anos em um turbilhão.

Chris Patten, chairman da BBC Trust, que supervisiona a emissora e indica seu diretor-geral, afirmou que Hall é "a pessoa certa para tirar a BBC de sua crise atual" e que a experiência dele no jornalismo seria de "valor inestimável enquanto a BBC busca reconstruir sua reputação".

Hall, que assumirá o cargo em março, deixou a BBC pouco depois de quase chegar ao cargo principal em 2001.

Seu antecessor ficou apenas 54 dias no emprego e foi bastante criticado por falta de liderança em meio a um escândalo centrado no ex-apresentador da BBC Jimmy Savile, que morreu no ano passado e tem sido apresentado como um molestador de crianças.

Já sob críticas por sua condução do caso Savile, Entwistle deixou o cargo depois que o programa da BBC "Newsnight" acusou erroneamente um político conservador de envolvimento em abuso sexual de crianças.

"As últimas oito semanas foram muito traumáticas para a BBC, mas este é um dia significativo...(que) marca o início de uma nova fase", disse Patten em um comunicado.

Em uma reação inicial, analistas de mídia saudaram a indicação de Hall como uma boa escolha.

"Ele é um insider, no sentido de que a BBC não lhe será estranha, mas é um outsider, no sentido de que tem uma boa experiência em administrar uma instituição do setor público muito difícil, e de uma forma bastante boa", afirmou Steven Barnett, professor de Comunicações na Westminster University.

Hall, acrescentou ele, é "definitivamente alguém em quem a BBC pode confiar para sair da bagunça em que está agora".

Roy Greenslade, professor de jornalismo na City University, de Londres, afirmou: "Estou muito satisfeito. Acho que ele é uma indicação muito sábia."

"Ele tem uma combinação rara: alguém que subiu muito na BBC, mas também foi muito bem fora dela."

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