Chefe da BBC abandona cargo após documentário sobre rainha

Demissão de Peter Fincham é motivo de embaraço para o canal que enfrenta série de escândalos este ano

Reuters

05 Outubro 2007 | 13h42

O chefe do canal de TV BBC One pediu demissão do cargo na sexta-feira depois de ter sido responsabilizado pelo episódio no qual a rainha Elizabeth II foi erroneamente acusada de abandonar uma sessão de fotos em meio a um acesso de raiva.   O incidente representa um motivo de embaraço para o canal público de rádio e TV da Grã-Bretanha, que enfrentou uma série de escândalos neste ano, incluindo uma multa sem precedentes imposta por ter adulterado os resultados de uma promoção realizada em um conhecido programa infantil.   Três meses atrás, ao apresentar a nova equipe de jornalistas da BBC One, o presidente da estação, Peter Fincham, exibiu imagens de um documentário no qual a rainha aparentemente abandonava uma sessão de fotos da qual participava a fotógrafa de celebridades Anne Leibovitz.   Isso fez com que vários tablóides do país publicassem matérias ironizando o aparente destempero da rainha.   Mas, na verdade, a rainha não abandonou a sessão de fotos. As imagens dela entrando na sala haviam sido editadas fora de seqüência para fazer parecer que ela estivesse saindo de forma estabanada.   Fincham deixou o cargo depois de um relatório da BBC ter descoberto que, apesar de a rede não haver tido a intenção de enganar, não teria tomado as devidas providências para garantir a veracidade de seu material.   "Uma relação vital - aquela existente entre a BBC e a Família Real - acabou sendo, na melhor das hipóteses, colocada sob pressão, e a reputação da BBC, já tendo sofrido danos recentes devido a questões de veracidade, acabou sendo manchada ainda mais", afirmou o relatório, publicado no site da rede.   Stephen Lambert, gerente de criação da RDF, a produtora independente responsável pelo documentário, também deixou seu cargo, afirmou a RDF em um comunicado.   A BBC é custeada por verbas públicas auferidas através de uma "taxa de licença" que é paga por todos os lares em que há aparelhos de TV, o que a torna extremamente vulnerável a acusações de improbidade.

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