Chase Manhattan investe no Balé da Cidade

O Banco Chase Manhattan, que tradicionalmente apóia as artes plásticas, resolveu abrir uma exceção e patrocinar a dança. A companhia escolhida foi o Balé da Cidade de São Paulo, que leva aos Estados da região Centro-Oeste e Sudeste sete coreografias e workshops gratuitos para profissionais, graças a um patrocínio de aproximadamente R$ 75 mil do banco.Em setembro, o grupo fez, pela primeira vez, apresentações em Goiânia e Campo Grande. Em dezembro, também estrearam em Belo Horizonte. O público poderá conferir as montagens de Sinfonia de Réquiem, de Vasco Wellemkamp; Axioma 7, de Ohad Naharin; Shogun (Ao Meu Avô), de Ivonice Satie; Z, de Germaine Acogny; Trindade, de Luis Arrieta; Paixão, de Débora Colker; e In Pulso, de Henrique Rodovalho. As três últimas peças foram remontadas exclusivamente para o Balé da Cidade."Tudo aconteceu muito rápido, em dois meses fizemos contato e fechamos a parceria até o fim do ano", conta Ivonice Satie, diretora do Balé da Cidade."Com esse patrocínio, pudemos tornar viável peças fora da programação, como o trabalho de Débora Colker, que estréia no mês que vem em São Paulo."Fora a programação, há o lado social: "O Chase não quer um retorno apenas comercial, também busca a troca humana; por esse motivo, o Balé da Cidade fará apresentações em um orfanato mantido pela instituição e as crianças terão a oportunidade de conhecer o Teatro Municipal" afirma Ivonice. "A idéia de levar a dança para as crianças é interessante porque é uma maneira de educar, socializar e despertar o potencial para a arte." De acordo com o responsável pelo setor de patrocínios da empresa, Henrique Szapiro, "o Chase costuma apoiar as manifestações culturais onde o banco atua". "O Balé é uma alternativa de divulgação ampla e a intenção é tornar o espetáculo acessível para a população, por isso os ingressos tem um preço menor e serão feitas apresentações em comunidades carentes", explica Szapiro. O banco costuma investir nas artes utilizando o marketing para expandir a cultura e atingir toda a comunidade. Esse apoio à dança é uma exceção, uma experiência pioneira, mas pelo que tudo indica deve prosperar. "Continuamos investindo nas artes plásticas, mas estamos animados com o Balé da Cidade e pretendemos patrociná-los no próximo ano", informa Szapiro. O orçamento para o próximo ano ainda não foi apresentado porque o Chase Manhattan Corporation anunciou a compra do J.P. Morgan & Co. e só após a fusão serão anunciadas as iniciativas aprovadas pelos dois lados. O Chase também está patrocinando um livro sobre Gonçalo Ivo que será lançado em dezembro, no qual estão presentes obras do artista e textos, e que está em fase final de produção. Nos Estados Unidos, além de apoiar exposições de artistas como Matisse e Picasso, patrocinou espetáculos da Ópera e Ballet de São Francisco, entre outros eventos.

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