Chaplin e Bette Davis, na TV paga

Doze É Demais 2

UBIRATAN BRASIL, O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2013 | 02h09

16 H NA GLOBO

(Cheper By The Dozen 2). EUA, 2005. Direção de Adam Shankman, com

Steve Martin, Bonnie Hunt, Carmem Electra, Hilary Duff, Eugene Levy,

Tom Welling.

Na sequência do sucesso de 2003, Steve Martin retorna com a mulher (e os filhos) para o acampamento de férias em que o casal começou sua relação, na juventude. Lá reencontra um antigo colega e ambos se envolvem numa disputa para ver quem é o melhor. Alguns críticos consideram a comédia depressiva demais. É um ponto de vista justificável, ainda que alguma risada seja possível dar, especialmente quando o tal antigo colega tenta reconquistar a mulher. Reprise, colorido, 94 min.

Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas

22H50 NA GLOBO

Brasil. 2009. Direção de Jose Alvarenga Jr., com Luiz Fernando, Guimarães Fernanda Torres, Claudia Raia, Drica Moraes, Danielle Winits, Aline Moraes.

Rui e Vani estão completando 13 anos de namoro e para evitar que o relacionamento deles entre em crise, o casal decide realizar uma grande fantasia sexual a três. Em busca da parceira ideal, eles sondam uma prima de Vani, uma bicampeã de kick-boxing, uma bissexual, uma francesa e uma garota de programa. O humor beira a baixaria, mas é impossível não rir com o casal central. Reprise, colorido, 75 min.

O Nu Eloquente

0 H NA CULTURA

(Eloquent Nude: The Love and Legacy of Edward Weston & Charis). EUA, 2007. Direção de Ian McCluskey.

Ao atravessar o Oeste norte-americano com uma câmera e uma máquina de escrever, Charis Wilson e Edward Weston transformaram a fotografia e a si mesmos. Agora, nonagenária e sozinha, ela relembra tudo - a vida na estrada, os desafios técnicos e, principalmente, o companheiro de fotografia e vida. Um belo trabalho do diretor McCluskey. Reprise, colorido e em preto e branco, 57 min.

Jean Charles

0H52 NA GLOBO

Brasil, 2009. Direção de Henrique Goldman, com Selton Mello, Vanessa Giacomo, Luis Miranda, Patricia Armani, Daniel de Oliveira, Sidney Magal.

Jean Charles de Menezes era um eletricista mineiro que vivia em Londres. Muito comunicativo, era conhecido na comunidade brasileira. Em agosto de 2005, porém, Jean Charles foi morto por agentes do serviço secreto Britânico no metrô local, confundido com um terrorista. O fato abala seus primos, que precisam reconstruir a vida ao mesmo tempo em que buscam por justiça. Reconstituição de um fato terrível, a força do filme está justamente no empenho do elenco, especialmente Selton Mello. Reprise, colorido, 90 min.

TV PAGA

Luzes da Ribalta

11H40 NO TELECINE CULT

(Limelight). EUA, 1952. Direção e

interpretação de Charles Chaplin,

com Claire Bloom, Buster Keaton.

Abandonado pelo pai alcoólatra e vivendo seus primeiros anos angustiado de ver a mãe ser levada para o asilo e, como consequência, como menor abandonado, de ser perseguido pela polícia, Charles Chaplin desenvolveu como poucos o instinto de sobrevivência. Sentimento que marca quase todos seus filmes, como este Luzes da Ribalta. Trata-se de um trabalho do fim de carreira. Ele é Calvero, esse velho palhaço que sente que o seu tempo está passando. No teatro em que se apresenta, Calvero apadrinha a bailarina Claire Bloom, que fica paralítica e a quem ele impulsiona a andar (e dançar). O fim do filme, um movimento de morte, outro de vida, tem o valor de um testamento do autor. Reprise, em preto e branco, 145 min.

O Que Terá Acontecido a Baby Jane?

14 H NO TCM

(What Ever Happened to Baby Jane?). EUA, 1962. Direção de Robert Aldrich, com Bette Davis, Joan Crawford.

Ex-garota prodígio, agora paralítica, é cuidada pela irmã rancorosa, insatisfeita com o sucesso dela. Aldrich mistura a visão dos bastidores de Hollywood de Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder, com o terror de Hitchcock em Psicose. Alguns críticos torcem o nariz para as interpretações exageradas, especialmente de Bette Davis. Mas é impossível não grudar os olhos na incômoda relação entre as irmãs. E qualquer exagero dela deixa a maioria no chinelo. Vale uma espiada, nem que seja para se divertir com o duelo entre duas grandes atrizes. Reprise, em preto e branco, 132 min.

Uma Cilada para Roger Rabbit

15H50 NO TELECINE CULT

(Who Framed Roger Rabbit). EUA, 1988. Direção de Robert Zemeckis, com Bob Hoskins, Christopher Lloyd, Joanna Cassidy e Stubby Kaye.

Em 1947, o astro dos desenhos animados Roger Rabbit é acusado de cometer um crime passional: o homem que posou ao lado de sua mulher para uma foto aparece morto, o que o incrimina. O detetive que fez a foto encarrega-se de salvar a pele do coelho e de outros desenhos. Deliciosa combinação entre filme e animação, sustentada por personagens marcantes como o próprio coelho Roger e sua namorada, Jessica, que tem as curvas inspiradas em Kathleen Turner, responsável, no original, pelos diálogos (nas canções, a voz é de Amy Irving). Mesmo com a evolução tecnológica na computação gráfica, da qual, aliás, já figura como um dos avós, o filme ainda impressiona pela acertada combinação entre filme e desenho. Reprise, colorido, 103 min.

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