Chaplin e a força das palavras

Valiant - Um Herói Que Vale a Pena

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h10

15H30 NA RECORD

(Valiant). Inglaterra, 2005. Direção de Gary Chapman.

Animação sobre pombo que se integra ao serviço de correio durante a guerra. Seu inimigo é o gavião, aliado dos nazistas, e o herói, com outros recrutas, participa de uma missão vital. A abertura simula um cinejornal, Birds on the March. Bem-feito, divertido, não raro emocionante. Reprise, colorido, 76 min.

A Revolução Tropicalista

19H NA CULTURA

Brasil, França, 2001. Direção de Yves Billon e Dominique Dreyfus.

Casal de franceses - os diretores Dominique e Billon - investiga a Tropicália e sua contribuição à MPB. Apesar da riqueza das imagens de arquivo, o filme resulta bastante superficial e adota o ponto de vista de Gilberto Gil e Caetano Veloso, que formam, por assim dizer, o par de protagonistas. Reprise, colorido e preto e branco, 53 min.

10.000 A.C

21H NO SBT

(10,000 BC ). EUA, 2008. Direção de Roland Emmerich, com Steven Strait, Camilla Belle, Cliff Curtis, Joel Virgel.

Especialista em filmes catástrofe - Independence Day, O Dia Depois de Amanhã, 2012 -, o alemão Emmerich viaja no tempo e recua 12 mil anos para mostrar o alvorecer do homem. Grupo de caçadores de mamutes parte numa jornada para libertar companheiros presos por mercadores de escravos. Nada faz muito sentido, mas é possível se divertir com a ação, os efeitos e a própria extravagância do relato, quando o grupo todo é feito prisioneiro de civilização pré-egípcia (e corre o risco de ser sacrificado aos deuses). A brasileira Camille Belle honra o nome, mas o papel não lhe dá chance de representar. O máximo que ela faz é grunhir. Reprise, colorido, 109 min.

Por Trás do Pano

22H15 NA CULTURA

Brasil, 1999. Direção de Luiz Villaça, com Denise Fraga, Ângela Dip, Dalton Vigh, Iara Jamra, Pedro Cardoso, Ester Góes, Luis Melo.

Atriz bem-casada vacila quando começa a trabalhar com diretor sedutor. A ideia de Luiz Villaça, marido de Denise Fraga, é desvendar os bastidores da criação artística. Denise foi melhor atriz em Gramado e é, de longe, o que o filme tem de melhor. Reprise, colorido, 95 min.

Amor e Cia.

22H30 NA TV BRASIL

Brasil, 1999. Direção de Helvécio Ratton, com Marco Nanini, Patrícia Pillar, Alexandre Borges, Rogério Cardoso, Cláudio Mamberti, Maria Sílvia, Ary França, Nelson Dantas, Rui Rezende.

O mineiro Ratton capricha na produção, com atores, cenários, figurinos, tudo nos trinques, mas a história adaptada de Eça de Queirós termina ficando aquém da expectativa. Marco Nanini surpreende a mulher (Patrícia Pillar) nos braços do amigo e sócio Alexandre Borges e sua vida, e negócios, entram em colapso. Reprise, colorido, 99 min.

Stallone Cobra

23h NO SBT

(Cobra). EUA, 1986. Direção de George Pan Cosmatos, com Sylvester Stallone, Brigitte Nielsen, Reni Santoni, Andrew Robinson.

Há 25 anos, quando esse filme chegou aos cinemas, Stallone estava no auge e a publicidade anunciava - 'Ele' (Cobra) é o remédio contra o crime'. O astro faz policial que mata antes de dar voz de prisão e, para justificar que bandido bom é bandido morto, Reni Santoni cria um dos tipos mais repulsivos que já passaram pela tela. Tudo para que o público torça pelo 'mocinho' e o diretor Cosmatos, chamado de estilista da violência, possa arrebentar com a imagem (e o som). Reprise, colorido, 87 min.

Nos Bastidores da Notícia

1H NA BANDEIRANTES

(Broadcast News). EUA, 1987. Direção de James L. Brooks, com William Hurt, Albert Brooks, Holly Hunter, Robert Prosky, Lois Chiles, Joan Cusack.

Vencedor do Oscar de direção e roteiro por Laços de Ternura - e criador da série Os Simpsons -, James L. Brooks gosta de misturar comédia e drama em filmes que retratam a vida como ela é. Aqui, ele fala de imprensa, em, chave intimista. Holly Hunter faz produtora de TV que fica dividida entre Albert Brooks e William Hurt. O primeiro é bom repórter, mas mau apresentador. O outro agrada ao público porque é o próprio teflon. Boas observações - e Jack Nicholson rouba a cena como o âncora. Ele aparece sem crédito, por amizade a Brooks. Reprise, colorido, 132 min.

TV Paga

Tempos Modernos

20H25 NO TELECINE CULT

(Modern Times). EUA, 1936. Direção e interpretação de Charles Chaplin, com Paulette Goddard.

O último filme 'silencioso' de Chaplin - embora ele tenha acrescentado som e até uma canção cuja letra não faz sentido - investe contra a desumanização da era da máquina. Numa cena, Carlitos chega a ser 'engolido' pelo sistema mecanizado da fábrica em que trabalha. Reprise, preto e branco, 89 min. Na sequência, às 22 h, a emissora exibe outro clássico de Chaplin, O Grande Ditador, de 1940, também com Paulette Goddard. Ele faz o duplo papel de um barbeiro judeu e o do ditador inspirado em Adolf Hitler. O bacana do filme é que Chaplin, que vinha resistindo aos diálogos, cria, no discurso final, uma das grandes cenas do cinema - e uma espécie de síntese do seu credo humanista. Reprise, preto e branco, 128 min.

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