Chahin contrapõe pinturas e gravuras

São 40 anos trabalhando a gravura emetade dessa trajetória desenvolvendo pinturas. Como diz opróprio título da exposição que Arriet Chahin inaugura amanhã ànoite na Galeria Mônica Filgueiras, Contraponto é umamaneira de fazer um paralelo entre as características que aartista utiliza em suas produções gráfica e pictórica realizadasdurante todo este ano.No caso dessa exposição, o comum entre os trabalhos é onítido traço que remete a uma idéia de fios e de linhas. Aspinturas são abstratas assim como as gravuras em metal, feitaspredominantemente com as cores vermelho, amarelo, às vezestendendo para o alaranjado. Há, também, um pouco de azul, mas apreferência está no tom de vermelho, talvez, uma cor deviolência.Mas como toda a produção que apresenta é abstrata, nãohá muito uma razão de ficar interpretando cores. Assim como osfios são aleatórios e não partiram de uma figura, logo os tonstambém são inconscientes. "Não tem nada de figurativo, mas temgente que até enxerga alguma coisa", brinca Chahin,exemplificando que, muitas vezes, observadores de suas obrasacreditavam que viam um formato de árvore em suas telas.Para fazer aparecer os traços de fios, a artistaplástica conta que utilizou papel do Nepal sobre a tela e,depois, colocou a tinta. Desse modo, chegou à textura que queria, como ela diz, uma textura que se assemelha aos fios de panos ede tapeçarias. Ao mesmo tempo, as gravuras em metal feitas emágua-forte e com açúcar - "a técnica predileta de Picasso" -reforçam o traço preto e, assim, gravura e pintura setranspõem.Arriet Chahin. De segunda a sexta, das 11 às 19 h; sábado, das11 às 13h30. Galeria Mônica Filgueiras. Al. Ministro RochaAzevedo, 927, tel. (11) 3082-5292. Até 18/1. Abertura amanhã, às21 h.

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