EFE/Olivier H. Dancy
EFE/Olivier H. Dancy

Centro Pompidou-Metz terá inauguração monumental em Paris

Criado pelos arquitetos japonês Shigeru Ban e francês Jean de Gastines, espaço será inaugurado em 12 de maio

EFE,

09 Fevereiro 2010 | 20h28

A França se prepara para viver um acontecimento cultural e arquitetônico de impacto em maio, com a abertura do Centro Pompidou-Metz, que foi apresentado em Paris nesta terça, 9, pelo presidente do Centro Pompidou de Paris, Alain Seban.

 

A inauguração está prevista para o dia 12, e vai se prolongar durante cinco dias com numerosas manifestações artísticas, teatrais, musicais e audiovisuais em torno de uma exposição chamada de "Chefs-d'oeuvre?" (Obras-primas?).

 

Descobrir a criação artística contemporânea, oferecer as chaves da leitura da arte do século 20 e 21, ajudar a ver o mundo com a ótica da arte e contar com um público muito variado são alguns de seus principais objetivos, explicou Seban.

 

O diretor do Centro, Laurent Le Bon que o espaço vai viver entre a arte e o museu, sem coleções permanentes e com uma política de trabalhar com artistas contemporâneos. A exposição inaugural reunirá 800 obras, a maior parte emprestadas do Centro Pompidou de Paris e poderá ser vista até agosto de 2011.

 

Será a única grande manifestação de abertura para não dispersar a atenção do público da grande obra de arte que é o Centro em si mesmo, disse Le Bon: obra do arquiteto japonês Shigeru Ban e do francês Jean de Gastines, ambos presentes ao evento.

Além de sustentável, a obra é uma estrutura modular de 11 mil metros quadrados e planta hexagonal. O telhado é feito de uma membrana têxtil translúcida de 8 mil metros quadrados que durante o dia deixa passar 15% de luz natural enquanto à noite descobre o esqueleto artesanal, construído com madeira laminada de pinho suíço e austríaco. Com 37 metros de altura, um anel metálico suporta a ondulação do telhado apoiado em um trípede metálico e um flecha de 77 metros de altura, homenagem simbólica ao ano de inauguração do Centro Pompidou de Paris, em 1977.

 

Seu interior revela espaços não menos especiais, como suas galerias-mirador retangulares, terraços, jardins e um auditório onde serão ministradas aulas de história da arte e uma sala de espetáculos com capacidade para 600 pessoas.

 

O custo da construção chega US$ 96 milhões de dólares, cifra que Le Bon comparou ao do Guggenheim de Bilbao (norte de España). O custo anual para manter o espaço supera os US$ 13,8 milhões e espera-se que 10% desses recursos venham do próprio centro, segundo Seban.

 

O dirtor do Pompidou-Metz espera receber de 200 a 250 mil visitantes anuais. Seban descartou o plano de descentralização fora da França, apesar de seu antecessor no posto, Bruno Racine, ter vislumbrado a possibilidade de manter uma presença duradora em outros países como Brasil e China.

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