Censura marca de novo a obra do Irlandês

Ulysses, a obra-prima de James Joyce, não é considerado obsceno nos EUA desde que um juiz federal liberou a circulação do livro em 1933, mas esta semana ele voltou a incomodar os americanos. A Apple exigiu que Robert Berry, ilustrador de uma adaptação em quadrinhos feita para a web, removesse algumas páginas de Ulysses seen para que sua versão, destinada aos usuários do aplicativo Ipad, fosse aprovada. As páginas continham a imagem de uma mulher com os seios de fora e o desenhista sugeriu retificá-la, suavizando-a com uma folha, sugestão rejeitada pela Apple. Tanto o artista como o desenhista de produção, Josh Levitas, que trabalham na adaptação há dois anos, disseram ao New York Times que pretendem atingir o público estudantil com a versão. Hoje, em Nova York, Tony Roberts e outros atores participam de uma encenação que traça paralelos entre a obra e a Odisseia de Homero.

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