'CENÁRIO UNE AS HISTÓRIAS'

Como concebeu a cenografia desse espetáculo?

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

27 de março de 2013 | 02h11

A maneira de unir todas essas histórias se deu pela cenografia. O cenário foi pensando como um objeto em que se poderia projetar tudo aquilo que fosse necessário: uma sala, um quarto, um salão de baile. Usamos projeções na frente, atrás, dos dois lados, então, ela se tornou muita viva.

E qual a maior dificuldade?

Quando se trata de uma obra de literatura, o mais difícil é lidar com a quantidade de situações. Em um livro, é banal que um personagem passe da sala para o quarto, é algo em que não se presta atenção. Já no teatro, essa quebra tem uma carga dramatúrgica imensa, obriga o espectador a prestar atenção nisso. Aqui, a intenção é que se passe de um ambiente para o outro sem que o público se dê muito conta disso.

De que maneira você vê a obra do Murakami?

É muito contemporânea a maneira com que ele lida com a escrita. As personagens são pessoas bem plausíveis, mas de repente há uns cortes. / M.E.M.

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