Cemitério é tema de livro

O Cemitério de Vila Formosa tem uma história peculiar. Além de ser um dos maiores do país, é freqüentado pelos góticos, umbandistas, meninos que empinam pipas e outras tribos que usam o cemitério como lugar de lazer. Virou objeto de estudo do geógrafo da USP Eduardo Coelho Morgado Rezende, do Departamento de Geografia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Ele lança nessa terça-feira, na Livraria da Vila seu livro Metrópole da Morte - Necrópole da Vida - Um Estudo Geográfico do Cemitério de Vila Formosa, da Carthago Editorial.Vizinho do cemitério, o autor sempre foi fascinado pelo uso que a comunidade faz daquele espaço, principalmente por ser arborizado. No primeiro capítulo do livro ele conta a história do cemitério que ocupa uma área de 763 mil metros quadrados, na qual ocorreram 28.960 sepultamentos, numa média de 1.500 por mês, segundo dados de 1997. No segundo capítulo, o autor apresenta os freqüentadores do cemitério através de depoimentos e fotos para falar das práticas religiosas que ocorrem ali ou do uso de drogas, do comércio, da coleta de material reciclável, ou simplesmente do lazer.Por fim, o autor analisa o Dia de Finados neste cemitério usado para tantos fins, fazendo jus ao título do livro: Metrópole da Morte - Necrópole da Vida - Um estudo geográfico do Cemitério de Vila Formosa, 108 págs, R$ 15. Lançamento terça-feira, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915), das 18h30 às 21h30.

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