'Celly trouxe o som, eu dei a imagem'

"Celly Campelo faz parte da minha memória afetiva. Ela e seu irmão sopraram um vento novo e inusitado no coração de todos os jovens da época. Representa toda a modernidade musical que a cultura americana começava a projetar através dos seus ídolos.

WANDERLEA É CANTORA, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2011 | 03h07

Com a impecável produção do irmão Tony Campello, Celly nos envolveu com toda aquela novidade sonora, com o seu 'banho de lua' e sua adorável voz de vinil que brindava as nossas vidas.

As paradas de sucesso das rádios de todo o Brasil aderiram logo àquele som alegre nas deliciosas versões de Fred Jorge. Foi um grande impulso e expiração dos novos talentos, Até Elis Regina foi contratada pela CBS para gravar um disco no mesmo gênero que acabou não emplacando mas, felizmente, levanto a cantora a encontrar sua verdadeira identidade.

Eu cantava em programas infantis um reportório baseado em canções brasileiras, boleros em espanhol que eram o gênero que mais se tocava nas estacões de rádio. Por isso fiquei surpresa quando fui convida pela gravadora CBS para assumir o espaço vago que a Celly havia deixado quando escolheu pela vida familiar, abandonando a carreira musical. Na ocasião, conheci Roberto e Erasmo Carlos, algo que me serviu como um estímulo a mais para que eu escolhesse por aquela novidade também, que era a Jovem Guarda. Celly nos trouxe a sonoridade e eu acrescentei a imagem. E isso nos aproximou. Não tive o prazer de conviver com ela. Quando comecei a gravar, Celly já havia se afastado da cena. Mas a trago com um profundo carinho no coração."

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