CCSP e Oficina revisitam "Os Sertões"

No centenário de lançamento do livro Os Sertões, o Centro Cultural São Paulo e o Teatro Oficina oferecem ao público a oportunidade de aprofundar seu conhecimento sobre o massacre de Canudos. Se neste sábado oprofessor e pesquisador Leopoldo Bernucci - autor de ediçãorevista de Os Sertões - participa de um debate sobre apoesia de Euclides da Cunha em São José do Rio Pardo, nasegunda-feira ele estará no CCSP abrindo o evento Olharessobre Canudos. A partir das 19 horas, Bernucci faz umapalestra sobre o tema e, em seguida, autografa seu livro naLivraria Nobel, no mesmo local.E no Teatro Oficina, o diretor José Celso MartinezCorrêa convida o público a participar do evento Encontro comOs Sertões. Participação é palavra apropriada nesse caso, umavez que a cada sábado, a partir de amanhã, 200 espectadorespodem "atuar" nos ensaios do espetáculo que está sendopreparado a partir do livro de Euclides da Cunha.José Celso também encerra o ciclo de palestras do CCSP, naquinta-feira. Na terça, o palestrante é o cantor, compositor,poeta e violonista Winston Geraldo, o Gereba. Natural de MonteSanto (BA), Gereba vai fazer um pocket-show no CCSP e tambémautografar seu CD Sertões, cujas canções captam e recriam,em versos e sonoridades, a presença de Antônio Conselheiro noimaginário sertanejo.O palestrante de quarta-feira é o cineasta Luiz AlbertoPereira, diretor do filme Hans Staden. Antes de cada palestra será exibido um vídeo, cujo tema gira em torno da história liderada por Antônio Conselheiro, na Sala Leon Hirszman. Destaque para Os Sete Sacramentos de Canudos, exibido na quarta, criado a partir de uma oficina promovida pelo Instituto Goethe e coordenada por Peter Przygodda. São seteepisódios dirigidos por sete diretores, entre eles AMatadeira, de Jorge Furtado, apelido do canhão usado emCanudos que dá nome ao episódio.A idéia de convidar o público para participar dosensaios do espetáculo Os Sertões surgiu a partir dabem-sucedida experiência vivida pelo público e pelos atores doOficina no Festival Internacional de Teatro de São José do RioPreto, em julho. O festival convidou a equipe do Oficina paramostrar o processo de criação de Os Sertões. A noite noteatro começou com o público retirando, a pedido do diretor, ascadeiras da platéia. A partir daí, ora todos, espectadores eatores, recriavam uma "cavalhada", ora, em silêncio fascinado,sentados no chão, acompanhavam um longo monólogo do diretor, quefazia um perfil psicológico e sociológico de Conselheiro, textoretirado na íntegra do livro de Euclides da Cunha. "Zé Celso jásabe de cor praticamente todo Os Sertões", disse o ator eprodutor do Oficina Marcelo Drumond ao comentar a experiência.OS SERTÕES - os 100 anos de um clássico

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