CCBB do Rio sedia mostra de 'tesouros portugueses'

Cinco séculos depois de a esquadra de Pedro Álvares Cabral se lançar no Atlântico e aportar na Ilha de Vera Cruz, tesouros portugueses, entre achados arqueológicos, pinturas, mapas e azulejos, datados da pré-história ao século 16, foram trazidos ao Brasil para contar as raízes de nossos colonizadores. Grande parte deles jamais havia deixado Portugal.Trata-se da exposição Lusa - A Matriz Portuguesa, que será aberta hoje para convidados (e para o público amanhã). Marco do início das comemorações do bicentenário da chegada da família real portuguesa ao País, a maior mostra a ocupar este ano o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio exibe aos cariocas 147 peças de 38 das mais importantes instituições de lá. É tanta preciosidade (tudo é protegido por seguros orçados em milhões de dólares) que elas só puderam embarcar em aviões quando a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, assinou pessoalmente a liberação. Isso aconteceu depois de seis meses de negociações. Todos os itens são cercados de cuidados: cada instituição mandou um funcionário para fazer as vezes de segurança da porção do acervo que lhe cabe.O visitante já começa impactado com uma gigantesca cama sonora (um tatame de 32 metros quadrados) colocada na rotunda da CCBB. ''Cama'' é uma das poucas palavras que permaneceram intactas desde a chegada dos romanos. Quem deita nela ouve palavras em línguas que contribuíram para a formação do português. A idéia é mostrar a importância das influências romana, islâmica, cristã e judaica na formação de Portugal, sua gente e sua cultura, através de objetos do dia-a-dia, como vasos, tigelas, taças, pratos e panelas, além de lápides, urnas, placas e documentos. A exposição fica no Rio até 27 de janeiro. Em fevereiro, segue para Brasília. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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