CCBB celebra os atores que viraram diretores

Clint Eastwood, hoje um grande ícone de Hollywood, é destaque da mostra

Agencia Estado

07 Junho 2021 | 12h57

Crítico de cinema, Marcelo Lyra faz a curadoria do ciclo Rito de Passagem - O Ator por trás das Câmeras, que começa nesta quarta-feira, 20, e vai até dia 1.º no Centro Cultural Banco do Brasil. A programação é interessante e deve exibir 15 filmes, no total. Comportaria muitos mais. Ao longo de mais de um século de história da chamada ‘sétima arte’, diversos atores tornaram-se realizadores. Um caso emblemático é o de Clint Eastwood, que virou o grande ícone de Hollywood, na atualidade, mas também podem ser citados brasileiros como Anselmo Duarte, Paulo Betti e Carla Camurati. Clint abre nesta quarta a programação, às 16 horas, como ator (Três Homens em Conflito, de Sérgio Leone) e, às 19 horas, como diretor (Menina de Ouro). Na verdade, Lyra escolheu Leone como mentor de Clint da mesma forma como poderia ter escolhido Don Siegel. Coadjuvante em Hollywood, nos anos 50, o ator ganhou destaque na TV, na série Rawhide, que o levou a ser contratado pelos italianos para o memorável ciclo de spaghetti westerns que Leone iniciou em 1964 com Por Um Punhado de Dólares, uma transposição, para o Oeste, de Yojimbo, clássico de samurais de Akira Kurosawa. Consagrado na Itália, Clint voltou a Hollywood para iniciar a parceria com Siegel, que durou cinco filmes, pelo menos um deles uma obra-prima absoluta - O Estranho Que Nós Amamos (The Beguiled). O ciclo resgata uma atriz e roteirista de Alain Resnais, Agnès Jaoüi, de Amores Parisienses, que virou diretora (O Gosto dos Outros). Poderia ser Nicole Garcia que co-estrelou Meu Tio da América, de Resnais, e fez filmes como Place Vendôme. Sean Penn co-estrela, com Al Pacino, O Pagamento Final, de Brian De Palma, e assina A Promessa. O caso de Takeshi Kitano assemelha-se ao de Clint, pois ele também atua nos filmes que dirige. Você poderá vê-lo em Gonin, de Takashi Ishii, e Zatoichi, sobre o samurai cego, que dirigiu. O Brasil fornece vários nomes à lista. Anselmo Duarte estrela Tico-Tico no Fubá, de Adolfo Celi, e dirige O Pagador de Promessas, único filme brasileiro a ganhar a Palma de Ouro. Norma Bengell, atriz no Pagador, dirige Eternamente Pagu. Carla Camurati é atriz em Cidade Oculta, de Chico Botelho, e diretora de Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, que se tornou referência do cinema da retomada. Paulo Betti debate dia 28, às 19 horas, como é estar dos dois lados da câmera. Ele interpreta Lamarca, de Sérgio Rezende, e dirige Cafundó, com Lázaro Ramos. O Ator por Trás da Câmera. Quarta-feira, 16 horas, Três Homens em Conflito, de Sergio Leone, em DVD; 19h, Menina de Ouro, de Clint Eastwood. Centro Cultural Banco do Brasil. (70 lug.). Rua Álvares Penteado, 112, 11-3113-3651. Quarta, a partir das 16h; 5.ª e 6.ª, 17 horas; sáb., 12h30; dom., 12h. R$ 4 (grátis para filmes em DVD). Até 1 º/7C

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