CBL põe política editorial na pauta das eleições

A Câmara Brasileira do Livro iniciou hoje uma série de encontros com representantes dos principais pré-candidatos à Presidência da República com o fim de apresentar propostas de políticas para a indústria editorial. O primeiro convidado foi o coordenador de programa de governo do PT e prefeito de Ribeirão Preto, Antonio Palocci, representando Luis Inácio Lula da Silva. A entidade espera agora ter reuniões semelhantes com representantes de José Serra (PSDB), Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes (PPS).Dentre as propostas da CBL para consolidar a indústria editorial brasileira, estão a criação de um órgão ligado diretamente à Presidência. Este órgão teria a função de criar e gerenciar três fundos, um para financiamento de editoras, outro para financiar obras de referência, como dicionários e enciclopédias, e um terceiro para abrir linhas de crédito para o estabelecimento de livrarias em áreas onde elas não existam.A proposta da CBL inclui ainda uma série de outros pontos, como a abertura de bibliotecas em todos os municípios do País, programas de apoio a escritores, criação de prêmios a instituições que fomentem a leitura, combate à pirataria de livros e promoção da literatura brasileira no exterior, inclusive estimulando as exportações.Antonio Palocci garantiu que num possível governo petista a indústria editorial receberia investimentos públicos diretos. Ele disse que mesmo com os mecanismos econômicos que limitam o investimento público, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, "para uma economia sadia estes mecanismos ficam menos tensionados e torna-se possível fazer investimentos".Segundo o representante de Lula, o programa de governo do PT fica pronto até o fim deste mês, mas em julho começam discussões de programas temáticos, entre os quais está um programa para a cultura. "Nestes projetos temáticos, vamos contemplar algumas das propostas da CBL", prometeu.

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