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Caverna.club: Todas as palavras do mundo

Eis o mundo dos dicionários, com todas as palavras disponíveis, sentadinhas ali, esperando para serem invocadas a qualquer momento

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2020 | 03h00

Faltam palavras diante das aberrações. Não uma, não dez, nem mil. Faltam todas as palavras, sem exceção, um dicionário completo de sensações para a expressão absoluta do sentimento para desvelar um buquê de expressões e apaziguar a alma. Mas, ao contrário, vem o silêncio diante do absurdo – silenciar, emudecer, calar, sufocar, estrangular, amordaçar. Todo um chorrilho de definições para expressarmos minimamente o que guardamos na cachola. Eis o mundo dos dicionários, com todas as palavras disponíveis, sentadinhas ali, esperando para serem invocadas a qualquer momento.

Antigo, antiquus

O primeiro dicionário em língua portuguesa, Vocabulário Portuguez e Latino, criado pelo padre francês Raphael Bluteau em 1728, está na Universidade de São Paulo, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. O melhor: é possível acessar o conteúdo, formado por oito volumes, pela internet (dicionarios.bbm.usp.br/dicionario). Vide bula. A definição de palavra é um encanto: “Dicção articulada que consta de uma ou mais sílabas, e com que, entre todos os animais, só o homem se declara”. Poesia pura. Ali também se tem acesso aos dicionários criados em seguida, os de Antonio de Moraes Silva (1789) e de Luiz Maria da Silva Pinto (1832). Todos com a possibilidade de ser consultados nas versões originais e com grafia atualizada. Quem sabe, municiados por todos estes, consigamos explicar o que vemos e ouvimos hoje.  

Modernidade mundo

Mas há, enfim, a modernidade com complexidade, todas acessíveis de forma paga ou gratuita. O aplicativo do Aurélio (R$ 89,90 por três anos) está à venda nas plataformas do Google e da Apple. Mas é possível ter também acesso a outros tão bons quanto e sem pagar uma pataca. São os casos do Michaelis (michaelis.uol.com.br), em que se pode consultar sete dicionários de cinco idiomas, o Aulete (aulete.com.br) e também o ótimo dicionário da Porto Editora, de Portugal (infopedia.pt). O Houaiss (houaiss.uol.com.br) é exclusivo para assinantes do UOL, mas em alguns momentos está aberto a todos os mortais – o que se pode extinguir, desaparecer, efêmero, fugaz. Também concordo: esse negócio de morrer é um horror.

3 dicas de Marcia Zanelatto, dramaturga e roteirista

1. Parece loucura, mas há método

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