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Caverna.club: A vida é bem mais que giga

Um pulinho nos milhares e a vida se torna giga, e nossas memórias contadas por gigabyte

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2020 | 03h00

Giga no sentido de bytes, bem entendido. Tudo começou com nanobytes, mas ainda não nos reconhecíamos como moléculas tecnológicas. Daí ao kilobyte, vulgo KB, foi um passinho do elefantinho. Não demorou muito para nos tornarmos mega (MB) - mega em tudo, megaconsumidores, megaprodutivos e, por conta disso tudo, megabytes. Um pulinho nos milhares e a vida se torna giga, e nossas memórias contadas por gigabyte (GB). Agora o que importa é o T, se é que você me entende.



 

QUERO MEU T 

Não pense bobagem, T de terabyte, também conhecido como TB. Mas é pouco se pensarmos no crescimento cavalar das memórias. Hoje todo mundo é fotógrafo, escritor e participa do elenco das pegadinhas televisivas com câmeras de celulares. Há mais produtores de conteúdo do que espectadores e leitores. Sobram livros. Mas não nas bibliotecas. O alemão Reinhard Görner passou dez anos fotografando bibliotecas e seus bilhões de terabytes armazenados. 

reinhardgoerner.de/en


 

CADÊ MEU P? 

Todo esse conteúdo não cabe em si mesmo. Lancemos mão do P: petabyte. É o caso do Open Culture, plataforma criada em 2006 recheada com 1.500 cursos online das melhores universidades do planeta, 1.150 filmes, 1.000 audiolivros, aulas de 46 idiomas e mais uma quantidade de recursos de deixar o petabyte 

acabrunhado. 

openculture.com


 

VIRAMOS E! 


E, de exabyte. Mas não se demore muito aí porque a fila anda. Lá vem ele, todo pimpão, o Z, de zettabyte. 

É bom apresentá-lo: um estudo do linguista da Universidade da Pensilvânia, Mark Liberman, diz que seria preciso 42 Z para armazenar uma gravação com a fala de toda a história da humanidade. Fiquemos no melhor. Pesquise no Internet Archive, o passado não se perdeu em suas quase 500 bilhões de páginas guardadas desde 1996. É possível encontrar, por exemplo, a finada Revista de História, editada pelos Amigos da Biblioteca Nacional.

web.archive.org


 

SÓ Y SALVA 

Yottabyte, humano. Aceite, ele veio para ficar. Hoje pode parecer impossível que o conhecimento do mundo caiba em um lote dessa belezura mas em breve será pouco. Quanto é um yottinha meigo e cruel? Equivale a 1.208.925. 819.614.629.174.706.176 bytes.

 

É JORNALISTA E ESCRITOR, AUTOR DO INFANTIL’ ZIIIM’ E DE ‘ENQUANTO ELES CHORAM, EU VENDO LENÇOS’

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