Cavalera continua divertida mas perde na moda

O coral Mocidade Livre de Música cantando eu sou terrível, dentro de uma túnica de zebra cor de rosa, fez o encerramento do alucinado desfile da Cavalera, que teve como ´atrações´ o cantor Serguei, a ex-jurada Elke Maravilha e a eterna "top" Monique Evans. Adriano Costo, Emilene Galende, Fabia Bersec e J. Pig juntos para fazer o estilo da marca bem que poderiam ter feito uma reunião antes de subir à passarela. Não, não era nenhum evento de jovens estilistas. Era São Paulo Fashion Week, o que faz muita diferença. A trupe convocada por Turco "Loco" para substituir Thaís Losso (que foi para a Zapping) na Cavalera, simplesmente fez da passarela uma grande loucura. Começou do cenário de mesinhas e palco, algo que já foi explorado por Sommer algumas temporadas atrás. Até aí, tudo bem. O problema foi mesmo a miscelânia de estampas, cores, materiais, com uma falta de conexão inédita para a marca. O efeito nos fashionistas foi de achar tudo muito "lúdico" (o povo por aqui adora esse termo), a feio mesmo, mal-feito, mal-acabado. Difícil imaginar alguém que se disponha a passar o próximo inverno com uma daquelas jaquetas de pelúcia de oncinha com brilho. Ou com as calças de couro gasto apresentadas por lá. Há boas t-shirts (Adriano Costa está na equipe, afinal), boas estampas (hello J.Pig), mas o conjunto da obra foi de arrancar risos da platéia. Melhor pensar que tudo não passou de um show para divertir os estressados convidados, que sempre tiveram no desfile da Cavalera um momento de descontração. Melhor assim. Veja galeria do SPFW

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