Catadores recuperam autoestima

Lixo Extraordinário aponta para diversos caminhos, mas não perde o fio da meada, que se concentra no trabalho de Vik Muniz. Em um primeiro momento, revela-se um documentário sobre seu processo criativo. Quando Muniz resolve filmar em uma área pobre, ele relembra seu passado e o filme parece encaminhar para a biografia. Finalmente, surgem os catadores escolhidos como personagens que, por conta de sua rica história, acabam ganhando uma relevância que ombreia com o próprio trabalho do artista.        

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2011 | 00h00

 

 

 

 

 

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"A coisa bonita sobre o lixo é que ele é negativo, é algo que você não usa mais, é o que você não quer ver", diz Muniz. "Então, se você é um artista visual, o lixo se torna um material muito interessante para se trabalhar, porque ele é o mais não visual dos materiais. Você está trabalhando com algo que você normalmente tenta esconder."

Além do reconhecimento internacional (uma das obras foi leiloada em Londres), Vik consegue um retorno mais importante: a mudança na vida dos catadores que aceitam fazer seus próprios retratos. Como Isis, a jovem que terminou no lixão depois da desilusão por perder um filho. A foto faz com que ela recupere a autoestima e desista de voltar a colher lixo.

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